terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Dizer a verdade é o grande desafio da publicidade



Dizer a verdade é o maior desafio hoje para quem trabalha com comunicação, propaganda e marketing.

Estamos vivendo um momento de grandes mudanças na infraestrutura dos processos de comunicação social. A internet e as redes sociais eliminaram intermediários na cadeia da comunicação. Num primeiro momento, o uso destas novas tecnologias permitiu a emergência da comunicação direta entre as pessoas, alimentada pela “política do grátis” dos grandes empreendimentos na rede. Num segundo momento, estamos sofrendo um brutal processo de “monetização” de tudo na rede. Dados, clicks, tudo foi monetizado e colocado à venda. O poder econômico começou a fazer gato e sapato no facebook, no google, no whatsapp, no twitter…

Como nos primeiros tempos do marketing, quando a tarefa maior da publicidade era empurrar os produtos para o consumidor, as novas possibilidades de conexão direta com o público alvo, apoiadas em poderosos softwares de gerenciamento das massas, se tornaram uma janela de oportunidade para os detentores do capital. Empurrar candidatos e soluções de ultra direita goela abaixo dos eleitores se tornou possível. Seja na Inglaterra, nos Estados Unidos ou no Brasil. Vender gato por lebre na rede, manipulando perfis psicológicos dos consumidores na rede, também.

Neste ambiente, a verdade se tornou relativa. Até pouco tempo atrás, no que diz respeito aos fatos, a verdade era uma ideia da realidade construída principalmente com a mediação dos meios de comunicação de massas (entre outros). Os meios de comunicação social, no contexto atual, perderam relevância. Todo mundo sabe de tudo antes pelo whatsapp, pelo face, pelo twitter. Ninguém mais dá valor ao jornal, ao rádio ou ao noticiário da TV.

Com as redes sociais e a comunicação direta emissor-receptor, a mediação dos velhos meios de comunicação deixou de existir como mecanismo de estabelecimento da verdade. A verdade passou a ser a do emissor, ou seja, passou a ser qualquer uma, deixou de existir.

Dizer a verdade neste contexto é o maior desafio para a publicidade neste momento. Conseguir convencer cada cliente de que ele precisa dizer não a sua verdade particular, mas a verdade verdadeira, é um desafio maior ainda.


Quem quiser fazer boa publicidade no próximo período precisa refletir sobre isso. Afinal, qual é a verdade?  

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

O quê a eleição do mito traz de novo para o marketing eleitoral no Brasil



A eleição de Jair Bolsonaro pode parecer, mas não é um ponto fora da curva. Deputado medíocre, defensor de causas ultrapassadas (tortura, ditadura militar, machismo, homofobia etc), o Messias acabou eleito contra tudo e contra todos. Verdade que seu discurso autoritário e preconceituoso não é recente. Baseado nele, Bolsonaro foi eleito parlamentar durante quase trinta anos, revelando que mesmo no Rio de Janeiro sempre existiu muita gente que persegue e apoia este tipo de coisa. A chegada ao poder da extrema direita pelo voto, nas atuais circunstâncias, não chega a ser uma surpresa.


Sim, a extrema direita venceu. Mas não foi uma eleição da qual os bolsonaristas possam se orgulhar. Se fosse no futebol, seria uma vitória daquelas em que, para ganhar, o time teve de comprar o juiz, dar caneladas e carrinhos, fazer gols de mão, dar chutes nas canelas dos adversários. Sabe quando o time não tem futebol e ganha no grito?


Foi mais ou menos isso que aconteceu. E, sim, a eleição de Bolsonaro ainda poderá ser vista no futuro como uma das maiores fraudes eleitorais da Nova República no Brasil. Mas não é isso o que importa aqui. O que ocorreu de fato é que o seu marketing “de ódio, mentiras, fake news e violência” funcionou. Foi vitorioso. E entender as razões desta vitória é o primeiro passo para compreender a existência de uma nova realidade.  


Primeiro, essa vitória se dá na esteira de um conjunto de vitórias da ultra-direita no planeta. Brexit e a eleição de Trump são a crista de uma onda mundial que tem levado direitistas ao poder. Essa onda tem por detrás o desgaste das políticas globalistas, o empobrecimento e a falta de perspectivas num mundo dominado pelas grandes corporações. Eleitores vêm desacreditando da política como um todo e estão buscando soluções radicais a direita (dado que a esquerda não tem oferecido alternativas consistentes em nível internacional e sistêmico).


Segundo, a importação do marketing de guerra da ultra-direita norte-americana, que parecia falar uma língua que seria recusada de pronto pelo eleitor brasileiro, acabou se impondo. Definitivamente, estamos globalizados. E a globalização tem muita coisa boa, mas também tem carne de pescoço difícil de engolir.


Terceiro, esta eleição se deu sob uma devastadora mudança no terreno das comunicações. Nos últimos anos, a forma como as pessoas se informam (e se comunicam) mudou radicalmente. Os meios de formação de opinião (TV aberta e fechada, jornais, rádios etc) perderam relevância. Surgiram as redes sociais com seus algoritmos e suas lógicas próprias. A atenção das pessoas se deslocou da tela da tv para a tela do smartphone.


Quarto, as alternativas tradicionais da política brasileira morreram nesta eleição. Alckmin, Meireles e outros passaram de vez pra segunda ou terceira divisão do campeonato.


Quinto, o candidato do PT perdeu mas saiu muito forte do processo. O PT é o partido com maior bancada no Congresso. Maior que o PSL. Tende a ser uma oposição frontal ao novo governo. E, assim como os democratas nos EUA parecem já estar na contra-ofensiva, Haddad se posicionou como a renovação de centro-esquerda para o futuro.


Em tudo isso, do ponto de vista do marketing, uma coisa é certa. Esta eleição foi ganha nas redes sociais, e depois dela todo o marketing eleitoral será diferente.



quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Acabou a era do marketing água com açúcar

Tenho dito, desde o Brexit na Inglaterra e a eleição de Donald Trump nos Estados Unidos,  que acabou a era do marketing água com açúcar no mundo e na política brasileira.

Com o retorno do  Brasil à democracia nos anos 80, até a eleição de Dilma Roussef em 2014, todos os candidatos em seus programas eleitorais apresentavam-se com um discurso de centro-esquerda. Com uns detalhes aqui, outros ali, preponderou por mais de um quarto de século o que Lula cunhou como marketing paz e amor em 2002. Todos estes anos, o que os marketeiros fizeram foi adequar a narrativa e o posicionamento de seus candidatos ao senso comum. Os programas e projetos eram escondidos sob uma roupagem publicitária. Falava-se o que o povo queria ouvir.

Essa dinâmica sempre me incomodou muito porque, apesar de sua eficácia mercadológica, ela é despolitizadora e autoritária. Despolitizadora porque esconde as verdadeiras posições políticas dos candidatos e partidos. Transforma a disputa eleitoral numa guerra de personalidades e símbolos, descolada da ideologia. Reforça, na prática, as ideias de que "os partidos não importam", "os partidos são todos iguais", "nenhum partido presta"...

Do ponto de vista do método, além de despolitizador, o marketing água com açúcar é autoritário. Ele parte de um premissa errada, a de adequar o produto (o candidato) aos desejos do consumidor (o eleitor). Levado do mercado para o marketing político, esse método vê o eleitor como um alvo (um objeto da política e não um sujeito dela) a ser conquistado, utilizando um discurso de venda apropriado a ele. Acaba que o único momento em que o cidadão participa verdadeiramente nas eleições é o das pesquisas, quando ele é ouvido - porque até o voto lhe é sequestrado.

O fato da ultra-direita norte americana ter decidido acabar com a democracia e outras conquistas do iluminismo no planeta, como condição para a sobrevivência de seus negócios, abriu uma nova etapa na política e também no marketing. A direita passou a desenvolver um novo discurso, abertamente anti-democrático. Com isso, no Brasil hoje, por exemplo, temos uma direita que saiu do armário. Essa direita não existia antes? Existia. Mas ela estava escondida atrás de uma roupagem de marketing de centro esquerda.

Por isso, não vejo com maus olhos a organização do bolsonarismo. Esse pessoal já estava lá em 2013, infiltrado nas manifestações, quebrando vidraças e provocando o caos. É bom que venham a público defender suas ideias, que se apresentem à sociedade. O mesmo vale para os demais partidos. O debate presidencial hoje está mostrando que existe espaço para diversas alternativas na democracia brasileira.

Como disse o Cabo Daciolo ao Henrique Meirelles num debate, a nossa democracia é tão boa, mas tão boa, que ela hoje permite que um Cabo dos Bombeiros sente de igual para igual para debater os rumos do país com um banqueiro. Só não podemos permitir que, se valendo exatamente dos espaços democráticos conquistados, venhamos a ter mais retrocessos. Ou seja, tudo pode, mas #elenão, #elenunca.


segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Não misture sua paixão política com sua marca



Todos que me conhecem sabem que não misturo minhas posições e opiniões com as de minha empresa. Na Veraz, temos clientes dos mais diversos partidos, e atendemos todos com o mesmo entusiasmo e comprometimento. Também nossos colaboradores têm posições políticas as mais diversas. O que nos une é o trabalho e a prestação de serviços qualificados, e não uma ideologia.

Nos momentos eleitorais, internamente, na Veraz, temos um lema a ser seguido: Nosso partido é o nosso cliente. Não importa se o cliente é do partido A, B ou C. Importa que façamos a sua comunicação funcionar. E funcionar bem.

No atual momento, os embates políticos estão se elevando além do limite razoável. E são muitos os empresários que estão cometendo um erro básico de marketing. Qual o erro? Envolver as suas empresas e suas marcas diretamente nas campanhas. Isso não se faz. Ou pelo menos não se faz do modo que estes empresários estão fazendo.

É correta a percepção de que o consumidor exige engajamento social das marcas. A defesa do meio ambiente, o combate ao trabalho infantil etc são causas que reforçam as marcas junto aos seus públicos. Mas apoiar um candidato nunca fará parte do marketing societal de uma empresa. É opção individual, política. Nada contra que o empresário se posicione em sua página diante de seus amigos, desde que não envolva sua empresa. 

O que os empresários que vem fazendo isso parecem não se dar conta é que os tempos mudam e a natureza dos negócios é muito diferente da política. Circunstancialmente, a empresa pode até ver-se beneficiada. Afinal, acaba recebendo muita propaganda gratuita ao ter seu nome citado. Mas no longo prazo, essa mistura de posição política pessoal com posição empresarial não é boa. A marca sai da esfera mercadológica e passa a integrar o mundo da política. E no Brasil atual não existe coisa pior do que isto quando se trata de fazer negócios.

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

Os galos da Veraz cantam


Começamos a comprar galos na Veraz faz mais de dez anos. Hoje, eles decoram a agência e estão presentes em todos os ambientes.

Clientes e amigos que passam pela agência ficam curiosos. Querem saber o motivo de tantos galos.

O que hoje é uma coleção, começou com um simbolismo forte, de superação de uma crise na agência. Em meados dos anos 2000, a Veraz quase fechou as portas. De uma agência que contava com 32 colaboradores, num espaço de dois anos fomos obrigados a reduzir para três.

Havíamos ficado quase sem clientes mas, apoiados num plano estratégico de recuperação, fomos dia após dia reconstruindo a agência. No primeiro cliente daquela nova fase, resolvi comprar um galo para marcar a conquista. A partir dali, todo novo cliente passou a ter um novo galo.

Sim, mas porquê um galo e não outro animal? Porque o galo é o símbolo da propaganda. O galo acorda cedo pra anunciar o raiar do dia. É o galo que comunica o fim das trevas da noite e o surgimento da luz do sol. Ou seja, o galo é acima de tudo um propagandista.

Eu nunca ouvi, porque nunca dormi na agência. Mas reza a lenda que os galos da Veraz cantam todos os dias e trazem o sol que ilumina o Bom Fim.

terça-feira, 26 de junho de 2018

De onde vêm as ideias inovadoras


Muitas vezes somos surpreendidos por novas ideias de negócios. Ou mesmo por antigos negócios transformados em outra coisa. O telefone móvel, por exemplo. Ainda que eu não tivesse nem telefone, me encantava na infância a ideia de poder andar pela casa e telefonar ao mesmo tempo. Quando vi num filme do 007 um telefone móvel num carro, então, não acreditei. Aquilo não existia e parecia inatingível. Olhando hoje para o meu celular, um aparelho que uso para várias coisas, e eventualmente para telefonar, vejo que avançamos muito em poucos anos.

Mas de onde vêm as novas ideias, os novos produtos, as empresas como a Uber, que em poucos anos devastou o transporte através de taxis em todo o mundo? Como elas surgem e se desenvolvem? Seus criadores são iluminados?

Em parte talvez sim, mas quase sempre a inspiração pode estar muito próxima da gente. A Starbucks, por exemplo. Howard Schultz, dono da cafeteria mais cultivada do planeta, teve a ideia do atendimento personalizado numa viagem que fez à Itália. Schultz ficou encantado com os baristas dos cafés de Milão que sabiam o nome dos clientes e demonstravam ter gravado seus pedidos de cor. Na época, Schultz trabalhava como diretor de marketing da Starbucks e resolveu apresentar aos seus donos o conceito do café que anota o nome do cliente no copo.

Schultz viajou na história. Compreendeu que a cafeteria tinha de ser muito mais do que um lugar onde se toma um bom café. Tinha de ser uma experiência, um evento. Como os donos do Starbucks não gostaram do conceito, Howard Schultz, obcecado pela ideia do atendimento personalizado, foi abrir uma concorrente, chamada Il Giornale. O negócio deu tão certo que, em 1987, a Il Giornale comprou a Starbucks e a partir daí tornou-se uma empresa mundial.

Hoje, se você visitar o site da Starbucks Brasil, verá que a missão da cafeteria não é vender café, é "inspirar e nutrir o espírito humano – uma pessoa, uma xícara de café e uma comunidade de cada vez". Tudo por conta dos baristas de Milão.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Mude ou mude





Estamos sob o efeito devastador da internacionalização e da concentração econômica combinadas com as novas tecnologias, em particular o papel das redes sociais, em nosso negócio. Vimos fazendo ajustes no projeto da agência, e temos conseguido realizar a nossa transformação digital acompanhando e conduzindo este processo junto de nossos clientes.

Num quadro de fechamento e venda das velhas agências, vimos crescendo e nos consolidando num mercado em crise. Isso, entretanto, não quer dizer que vencemos a batalha e a nossa sobrevivência esteja garantida.

Temos encontrado dificuldades recorrentes, em particular no mercado privado, onde nossas investidas têm trazido pouco retorno.

Também nossos esforços no terreno digital têm sido de avanços e recuos frequentes. É uma área extremamente dinâmica, onde planos e estratégias parecem às vezes não funcionar. Onde, olhando para as iniciativas múltiplas que surgem e morrem, quase nada dá certo.

Pior: a mudança da comunicação recém começou. E o quadro é muito confuso. O crescimento do digital sobre o analógico é constante e crescente. E agora do móbile sobre o desktop é avassalador.

A maioria das pessoas, principalmente as mais jovens, hoje consome informação de outros modos e tem uma relação com a publicidade e a comunicação diferente. Tudo isso exige repensar completamente os conceitos.

Não se trata apenas de transferir nossa atividade do mundo analógico para o digital. O recente surgimento de bloqueadores de publicidade digital são uma prova disso. E isso se dá porque há uma recusa da publicidade tradicional, que se combina com uma cultura de gratuidade na rede, tornando ainda mais difícil nossa atividade.

Essas mudanças vão acontecer, queiramos ou não. É inútil lamentar os seus efeitos devastadores sobre a indústria da comunicação no Brasil. É preciso entender e re-entender todos os dias a sua dinâmica para que possamos nos reinventar como agência, sempre. Mudar ou mudar, essa é a chave do nosso futuro.

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Mudanças

Pequenas mudanças que preparam o futuro da agência. Em breve (está bem, talvez não tanto) trataremos delas.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Este é o melhor momento para crescer

Trabalhamos com tecnologias e plataformas capazes de dar forma digital as suas ideias. Gestão de redes sociais, ativações digitais, monitoramento de performance, desenvolvimento WEB e mobile, aplicativos (APPs) para smartphones ou soluções de e-commerce – nascemos para isso.

Momentos de crise exigem soluções estratégicas capazes de construir o novo. A partir da sua experiência digital, a Veraz desenvolveu três produtos para os seus clientes. Veja abaixo se você não está precisando das nossas soluções digitais.

1 - Diagnóstico de Presença na Internet e Plano de Ação Digital

Fazemos uma análise completa da presença da sua marca na internet. Verificamos métricas. Comparamos com a concorrência etc. Como resultado, traçamos diretrizes de atuação no meio digital.

- Análise da marca na rede;
- Avaliação do cenário, posicionamento e interatividade;
- Métricas próprias e em social media dos concorrentes mais próximos;
- Diretrizes quanto ao posicionamento, ferramentas, plataformas etc;
- Plano de Ação Digital.

A Veraz pode implementar o Plano de Ação Digital mediante contrato específico de prestação de serviços contínuos.

2 - Plano de Ação na Redes Sociais
Fazemos um plano de ação para orientar a presença da marca nas redes sociais. Damos o peixe e ensinamos a pescar. Todo o desenvolvimento do plano é feito por equipe própria sua ou terceirizada. Dependendo da sua área de atuação, é um produto essencial para a sua marca. Envolve:

- Análise da presença da marca nas redes sociais;
- Análise dos concorrentes mais próximos;
- Pesquisa de cases de sucesso (bechmarking);
- Análise e escolha de canais;
- Estratégia para cada um dos canais;
- Táticas e interatividade;
- Imagens e linguagem;
- Definição de indicadores de desempenho;
- Plano de Ação nas Redes Sociais.

A Veraz pode implementar o Plano de Ação nas Redes Sociais mediante contrato específico de social midia.

3 - Planos de Midia Online
O desempenho orgânico, após a fase de implantação das redes sociais, tem sido cada vez menor. Investir em mídia online é cada vez mais necessário. Planejamos sua divulgação online, seja em social ads, veículos, através de patrocínios, portais e outras opções. Fazemos:

- Análise de contexto;
- Escolha de objetivos estratégicos;
- Definição de público-alvo;
- Canais preferenciais;
- Plano (cronograma, horários etc) de veiculação;
- Previsão orçamentária;
- Métricas de monitoramento;
- Relatórios de execução do plano.

A Veraz pode implementar as campanhas mediante contratação similar à realizada para as campanhas de midia off line.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Vem aí a realidade combinada



O mundo dos Jetsons está chegando. Quem anuncia é o diretor geral da Intel Brasil, Maurício Ruiz. Em entrevista ao site UOL, Ruiz afirmou que esta mudança já está acontecendo.

Conforme o presidente da Intel Brasil, uma nova tecnologia está vindo para substituir a realidade virtual. Esta tecnologia é a conexão 5G, que integrará todos os aparelhos e será 10 vezes mais rápida do que a conexão 4G que dispomos hoje. A 5G, conforme Ruiz, vai permitir a combinação do real com o virtual e passará a estar presente em todas coisas.

Não. Isso não é um sonho distante. A tecnologia 5G já estará rodando em 2020. Com ela, um carro, por exemplo, deixará de ser o que é hoje e passará a ser um data-center, sem motorista, rodando tranquilamente em nossas ruas. A ideia de um implante cibernético em nosso corpo e de uma conexão permanente, não só com a rede mas também com as coisas, é algo que está na próxima esquina da história.

Conforme Ruiz, foi por entender que a tecnologia 4G está com os dias contados que a Intel abandonou o mercado dos Smartphones. Sim, em breve muito provavelmente os smartphones que usamos hoje serão coisa do passado. Vai acontecer com eles o que houve por exemplo com os disquetes e os CDs. A realidade combinada vai prescindir deste aparelho para realizar as conexões.

Como tudo vai ter tecnologia, o mundo vai mudar. E vai mudar radicalmente. A forma como trabalhamos hoje, o modo como nos comunicamos. Setores e cadeias produtivas inteiras vão desaparecer. Daqui para a frente, cada vez mais, o mundo que vamos viver será sempre construção e já será ruina.

Querendo ver mais, leia aqui https://www.uol/economia/especiais/entrevista-mauricio-ruiz-intel-.htm#o-mundo-dos-jetsons-esta-ai



sábado, 13 de maio de 2017

A crise na indústria da comunicação brasileira é maior do que você pensa

Uma matéria publicada dia 02 de maio pelo jornal Valor Econômico revela que a Globo vai mal. A empresa caiu da 14ª posição no ranking das maiores empresas de mídia no mundo para a 19ª posição.

Os dados são consultoria Zenith Optmedia. Conforme o relatório, o crescimento do Google e do Facebook na captura das verbas aplicadas em propaganda é avassalador. Passou de 10,06% do bolo publicitário em 2013 para 16,3% em 2015 e agora para 20% em 2016.

A leitura destes números é clara. A Globo -e com ela amplos setores da indústria da comunicação brasileira- está falida. É uma questão líquida e certa. Conforme o jornalista Paulo Henrique Amorin a Globo está a venda. Um dos prováveis compradores seria o multibilionário mexicano Carlos Slim, que já adquiriu a NET da Globo em 2004. Slim também é dono da Claro e da Embratel.

Por isso o desespero da Globo em apoiar o golpe. Hoje as leis brasileiras impedem uma venda dos meios de comunicação, uma concessão pública, para investidores estrangeiros. Ela precisa, enquanto ainda tem algum valor, mudar as leis no Brasil para se vender no mercado internacional.

O mesmo não ocorre na publicidade. Há 15 anos, 16 das 50 maiores agências de publicidade do Brasil eram multinacionais. Em 2015, a Fischer, a última destas empresas brasileiras, foi vendida para a Dentsu, empresa japonesa.

O processo de mudança, concentração e internacionalização na comunicação é brutal. A venda das agências brasileiras para as multinacionais da publicidade acompanhou o processo de internacionalização da nossa economia. E a mudança da infraestrutura, a internet, o Google e o Facebook, fecham um ciclo.

A Globo está falida. A velha publicidade está morta. Viva a nova publicidade!




segunda-feira, 3 de abril de 2017

Vem aí uma VERAZ VINTONA

CARTA ABERTA aos amigos e amigas da Veraz | Vem aí uma VERAZ VINTONA

Bom dia. Hoje, 03 de abril de 2017, a Veraz está completando 20 anos. O início das operações se deu em novembro de 1996, mas o registro na Junta Comercial só aconteceu em 03 de abril do ano seguinte.

De lá pra cá muita coisa mudou.

Em particular nos últimos anos, vimos conversando muito sobre as mudanças na comunicação e na publicidade. Hoje, estamos sob o efeito devastador da internacionalização e da concentração econômica combinadas com as novas tecnologias, em particular o papel das redes sociais, em nossa atividade. E isso em meio ao turbilhão do golpe neoliberal, que vem levando a economia ao fundo do poço e acelerado as mudanças concentracionistas.

Vimos fazendo ajustes no projeto da agência, e temos conseguido realizar a nossa transformação e modernização, acompanhando e conduzindo este processo junto de nossos clientes.

Num quadro de fechamento e venda das velhas agências, vimos nos consolidando num mercado em crise. Isso, entretanto, não quer dizer que vencemos a batalha e a nossa sobrevivência esteja garantida.

Temos encontrado dificuldades recorrentes, em particular no mercado privado, onde nossas investidas têm trazido pouco retorno. Também nossos esforços no terreno digital têm sido de avanços e recuos frequentes. É uma área extremamente dinâmica, onde planos e estratégias parecem às vezes não funcionar. Onde, olhando para as iniciativas múltiplas que surgem e morrem, quase nada dá certo.

Pior: a mudança da comunicação recém começou. E o quadro é muito confuso. O crescimento do digital sobre o analógico é constante e crescente. E agora do móbile sobre o desktop é avassalador. A maioria das pessoas, principalmente as mais jovens, hoje consome informação de outros modos e tem uma relação com a publicidade e a comunicação diferente.

Tudo isso exige repensar completamente os conceitos. Não se trata apenas de transferir nossa atividade do mundo analógico para o digital. O recente surgimento de bloqueadores de publicidade digital são uma prova disso. E isso se dá porque há uma recusa da publicidade tradicional, que se combina com uma cultura de gratuidade na rede, tornando ainda mais difícil nossa atividade.

Essas mudanças vão acontecer, queiramos ou não. É inútil lamentar os seus efeitos devastadores sobre a indústria da comunicação no Brasil. É preciso entender e reentender todos os dias a sua dinâmica para que possamos nos reinventar como agência, sempre. Essa talvez seja a chave do nosso futuro.

Em 1998, quando a Veraz se preparava para dar um salto no mundo da publicidade, fiz um cartaz que colei nas então quatro paredes da agência: NÃO PRECISA MEDO!

De fato, não precisa medo. Temos de continuar a ser a vanguarda da mudança junto de nossos clientes. Temos de conduzi-los nesse novo mundo, liderá-los em todos os terrenos da comunicação, seja no velho boletim, no reclame no rádio, ou na mídia programática e na produção de conteúdo e interação nas redes sociais, no desenvolvimento de vídeos no Youtube, de aplicativos para os smartphones....

Estamos comemorando 20 anos da Veraz. Quando começamos, poucos acreditaram em nosso projeto. No fundo, o que nos trouxe até aqui foram os nossos valores e o nosso trabalho.

Acreditar nisso é o que importa.

Estamos diante de um novo momento-chave, em que é preciso lançar a Veraz em um novo salto. De novo, não precisa medo.

A VERAZ VINTONA será uma agência aberta à colaboração e à troca de ideias, na qual as equipes se misturarão para construir novas campanhas. A Veraz vintona continuará sendo um lugar legal para trabalhar, uma agência comprometida com o seu cliente, uma desenvolvedora de soluções de comunicação para cada dos problemas que nos são apresentados. Uma agência full service, posicionada no coração de cada cliente.

Nossos atendimentos sabem. Muitos clientes nos percebem quase como se fôssemos sócios de seus empreendimentos. E isso se dá porque a Veraz é fiel, leal, competente e defende os objetivos do seu cliente antes de tudo. E o nosso cliente percebe que não estamos ali para vender um anúncio, uma arte, uma ideia. Vê que estamos com ele para fazer a sua comunicação funcionar de verdade.

No fundo, o nome da agência é uma síntese do que fazemos. E vamos continuar fazendo. Grandes empresas são construídas com grandes ideias e muito trabalho. Neste tempo de mudança, vamos continuar mudando, tendo grandes ideias e trabalhando.

De verdade.

A Veraz está fazendo 20 anos. Você está convidado a comemorar conosco e a participar desta aventura que é fazer a sua comunicação funcionar todos os dias.

Muito obrigado pela confiança. Muito obrigado pelo esforço. Muito obrigado pelo apoio.

Um abraço
Paulo Cezar da Rosa
Diretor

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A Revolução do Smartphone

Em uma entrevista, quando passou por Porto Alegre, Manuel Castells disse uma coisa chocante sobre o smartphone. Para o sociólogo espanhol, a posse de um celular conectado à rede mundial de computadores é algo mais valorizado que a saúde, que a educação, que a comida, até. Um pouco assim: entre comer e comprar um smartphone, as pessoas escolhem a segunda opção.

“A comunicação é a preocupação número um das pessoas”, afirmou Castells.
Por quê? Porque as pessoas hoje dão maior importância à informação, à possibilidade de comunicação do que ao restante. Porque tendo isso, a busca por um emprego, a conversa com um amigo, a relação com um namorado, com a família, a informação sobre o que fazer, a localização de um hospital – tudo – fica mais fácil. Até mesmo encontrar comida.



Castells destaca que 97% do conhecimento humano está atualmente catalogado e disponível na rede. Fato que mudou/está mudando radicalmente o modo de pensar e agir das pessoas. Não só das pessoas das classes A e B. As classes C, D e E também lutam pelos seus smartphones. E têm.


De fato, hoje, conforme a Anatel, no Brasil existem mais de 250 milhões de linhas móveis em operação. No início deste ano, os acessos pré-pagos totalizavam quase 70% e os pós-pagos pouco mais de 30% (dados detalhados em http://ftp.anatel.gov.br/dados/Acessos/Movel_Pessoal/). Claro que a maior parte destas linhas ainda não é de smartphones, mas o caminho para a conexão de toda a humanidade à rede mundial de computadores via celular está traçado. Estima-se que 80% da população do mundo terá um smartphone na mão até 2020. Já pensou no significado de ter 80% da humanidade em rede em qualquer tempo, em qualquer lugar?



É uma revolução completa na comunicação e, por decorrência, na publicidade. Com consequências incontornáveis em termos de estratégia, de planejamento, de linguagem. Na Veraz, por exemplo, faz tempo que insisto que o setor de criação de sites e peças de comunicação digital comece tudo pelo desenvolvimento de uma proposta para o smartphone. Se a nossa comunicação não for eficaz no celular, ela não funcionará. Ou vai funcionar de um modo parcial.

É por isso que, para o próximo ano, na Veraz, teremos um alerta geral na agência.
Vamos entrar 2017 com a seguinte frase nas paredes das salas, no banheiro, por todo lugar: PRECISAMOS PENSAR NO SMARTPHONE! Afinal, 2020 está ali, dobrando a esquina.

Paulo Cezar da Rosa
Diretor Veraz Comunicação

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Taste the Feeling

Estamos vivendo um momento em que é preciso repensar todo o marketing que vimos desenvolvendo. Isso vale para grandes empreendimentos, que têm apresentado soluções distintas para suas crises, mas também para a pequena empresa ou para o marketing político, social e empresarial.

A vitória de Trump, do Brexit, o marketing do Vaticano, da Rússia, da Coca-Cola… O mundo está numa crise sem precedentes em que tudo se move. E as marcas, grandes ou pequenas, se obrigam a realizar um reposicionamento constante. Os motivos para isso são muitos e variados.

O caso da Coca-Cola é um exemplo. Anos de trabalho em cima da marca tornaram Coca-Cola a segunda palavra mais reconhecida do planeta. Conforme Rodolfo Echeverria, VP global da empresa, “Coca-Cola perde apenas para a expressão ok”. Neste nosso mundo em mudança, entretanto, o reconhecimento da marca não tem mais se traduzido em consumo. O resultado é que a Coca-Cola está mudando de posicionamento na busca da ampliação das vendas.

Depois de décadas associando a marca ao conceito da felicidade, a Coca-Cola agora está passando a trabalhar o produto, buscando associá-lo ao prazer das coisas simples da vida. Taste the Feeling, traduzido no Brasil para Sinta o Sabor, procura vender não mais a marca, mas o refrigerante.
Essa é uma grande mudança em termos de marketing.



Veja um dos comerciais deste novo posicionamento:




sábado, 5 de novembro de 2016

PRECISAM-SE DE SALVA-VIDAS NA PUBLICIDADE GAÚCHA

Um chamamento do governo do Estado de inscrição de salva-vidas para atender veranistas no próximo verão viralizou nas redes sociais. Infelizmente por seus aspectos negativos. Olhem só o que o Facebook do governo do Estado publicou:





Em apoio, vinha um texto correto solicitando inscrição de candidatos ao serviço temporário no meses de janeiro, fevereiro e março.

Confesso que de início pensei que a postagem fosse uma sacada do Sensacionalista. Quando vi a imagem pensei que o texto a seguir iria pedir salva-vidas para proteger gaúchos nas praias de Malibu ou do Havaí, onde estes atores e atrizes aí de cima salvaram vidas.

Pior é que não.

A postagem foi feita a sério e não foi retirada do site do governo do Estado. Continua lá. De imediato recebeu críticas, mas continua lá.

Os problemas da postagem são vários. Antes do tema da imagem,  vamos ao problema do trato com a língua portuguesa. A Brigada Militar, no verão, precisa de muitos salva-vidas. Ela não busca apenas um salva-vidas. Mas o texto da postagem diz isto. Procura-se (um) salva-vidas. O correto, portanto, seria: Procuram-se salva-vidas.

A imagem por detrás do chamado é de um seriado de televisão. O Baywatch fez sucesso nos anos 90 e, segundo o Guinness de Recordes Mundiais, foi o seriado mais assistidos de todos os tempos. Imaginem o processo sobre uso de direito de imagem que o governo do RS vai ter caso essa foto não seja de uso gratuito.

Do meu ponto de vista, entretanto, o problema é anterior a esse. Me parece uma total falta de noção usar essa imagem para convocar candidatos para trabalhar com a Brigada Militar como salva-vidas. É tão fora de contexto que parece piada.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

O que o erro da New Coke tem a nos ensinar ainda hoje quanto ao uso de pesquisas

A Guerra das Colas começou no final da década de 1970. Em 1975, a Pepsi começou a fazer testes cegos de preferência com as pessoas. Os testes eram divulgados em comerciais de 30 segundos. Eles mostravam diferentes classes sociais, locais etc. O sucesso da Pepsi levou a Coca a fazer anúncios em resposta aos da Pepsi e vice-versa.

A disputa seguiu até que a Coca, em 1985, lançou a New Coke. A New Coke trazia uma nova fórmula do produto, era a primeira mudança da fórmula original do refrigerante em 99 anos.


A New Coke surgiu de uma extensa pesquisa de testes cegos realizados com mais de 200 mil consumidores. Segundo estas pesquisas, haveria uma preferência pela nova fórmula em relação à Pepsi. No mundo real, ocorreu o contrário. A companhia teve uma queda brutal nas vendas. Os consumidores da Coca se revoltaram. Não admitiram a mudança de posicionamento do produto. Exigiram o retorno da fórmula original.

Com a pressão dos consumidores, 79 dias após o lançamento da New Coke, a Coca-Cola original voltou a ser produzida. Os testes realizados pela Coca estavam errados? Os consumidores, de olhos vendados, mentiram? O sabor da nova fórmula não era melhor ao paladar que o anterior? A resposta a todas estas perguntas é não.

Mas então qual foi o erro da Coca?

O erro foi o teste. A pergunta estava errada. Ao invés de perguntar ao seu consumidor se ele desejava uma alteração de sabor (de posicionamento) no produto, a Coca-Cola saiu fazendo testes cegos para encontrar uma “cola ideal”.

Na verdade, houve um erro ainda comum na administração de marketing. Ao invés de usar as pesquisas para viabilizar o produto (estratégia usada pela Pepsi), a Coca-Cola cometeu o erro de usá-las para “adaptar” o produto ao mercado. A New Coke, no mundo real, era uma ficção.

Como muitos e muitos candidatos em nossas eleições hoje em dia.

Paulo Cezar da Rosa
Diretor Veraz Comunicação

terça-feira, 11 de outubro de 2016

O Papa Francisco e a Simplicidade na Propaganda

Há uma mudança radical em curso na comunicação das marcas. Hoje, as marcas perseguem a simplicidade, a linguagem direta, objetiva, verdadeira. Essa mudança se dá em meio a um colapso de valores e perspectivas, a uma urgência em termos de mudanças, e a uma busca de reposicionamento frente a um mundo em crise.

O exemplo mais contundente desta mudança no mundo das marcas pode ser visto na igreja católica. Quando comparamos os dois últimos papas, esta nova linguagem quase prescinde de explicação. O papa anterior, Bento XVI, expressava uma imagem, uma determinada linguagem do catolicismo. Expressão do setor conservador do Conclave do Vaticano, o papa Bento só aparecia em público ostentando todo o seu poder. Já o papa Franscisco, que o sucedeu em 2013, ao contrário, traduz nas suas vestimentas a simplicidade e transparência que os dias de hoje exigem.



Esta tendência à objetividade, a uma comunicação pão-pão, queijo-queijo, se estende praticamente a todas as grandes marcas. Aquela tendência dos anos 90 e princípios deste século de dar volume às marcas, de sofisticar em termos de cores e sombras, de explorar o rebuscamento que as novas tecnologias passaram a permitir, finalmente (e felizmente) está dando lugar à propaganda que fala a verdade sem rodeios.

Paulo Cezar da Rosa
Diretor Veraz Comunicação

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Dia Internacional do Doador de Sangue com a Uniodonto Porto Alegre


Hoje é o Dia Internacional do Doador de Sangue, mas também poderia ser o dia da solidariedade e da compaixão. A Uniodonto Porto Alegre entende muito bem desses conceitos e nós, aqui da Veraz, temos o orgulho de poder passá-los adiante. Para a data, criamos este banner para a fanpage da cooperativa, desenvolvida e administrada pela Veraz.



Mas essa corrente também deve alcançar o off-line. Veja os pontos de coleta de sangue em Porto Alegue e vá hoje mesmo doar um pouquinho de vida:

Hemocentro do Estado do Rio Grande do Sul
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Contato: (51) 3336-6755
Endereço: Av. Bento Gonçalves, 3722 – Hospital Sanatório, Partenon

Banco de Sangue do Complexo Santa Casa
Horário: De segunda a sexta-feira, das 7h às 18h. Sábado, das 7h30 às 12h
Contato: (51) 3214-8025
Endereço: Av. Independência, 75, Centro Histórico
Banco de Sangue do Hospital de Clínicas
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 15h. Sábado, das 8h às 12h, com destruição de 60 senhas
Contato: (51) 3359-8504
Endereço: Unidade Básica de Saúde (Rua São Manoel, 543 – 2° Andar, Rio Branco)
Banco de Sangue do Hospital de Pronto Socorro
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h ao 12h. Sábado, apenas com agendamento para grupos
Contato: (51) 3289-7656 e 3289-7657
Endereço: Largo Teodoro Herzl, Bom Fim
Banco de Sangue do Hospital Divina Providência
Horário: De segunda à sexta-feira, das 8h às 18h. Sábado das 8h às 12h
Contato: (51) 3320-6012
Endereço: Rua da Gruta, 145 – 1º andar, Glória
Banco de Sangue do Hospital Mãe de Deus
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30. Sábado, das 8h às 12h
Contato: (51) 3230-2309 e 3230-2000
Endereço: Rua José de Alencar, 286 – 3° Andar, Menino Deus
Banco de Sangue do Hospital Moinhos de Vento
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30. Sábado, das 8h às 12h
Contato: (51) 3314-6960 e 3314-3072
Endereço: Rua Ramiro Barcelos, 910, Moinhos de Vento
Banco de Sangue do Hospital N. Sra. da Conceição
Horário: De segunda a sexta-feira, das 7h30min às 17h. Sábado, das 7h30min às 12h
Contato: (51) 3357-2139
Endereço: Av. Francisco Trein, 596 – 2° Andar, Cristo Redentor
Banco de Sangue do Hospital São Lucas da PUCRS
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30min. Sábados, das 8h às 12h, com agendamento
Contato: (51) 3320-3455
Endereço: Av. Ipiranga, 6690 – 2º Andar, Jardim Botânico

Laboratório Marques Pereira
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Sábado, das 7h às 12h, com agendamento
Contato: (51) 3311-0016
Endereço: Rua Vasco da Gama, 84, Bom Fim

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Hoje se encerra uma época na publicidade brasileira


Hoje, segunda feira, 23 de novembro de 2015, deve ser anunciada oficialmente a venda do Grupo ABC para a multinacional norte americana Omnicom. Nizan Guanaes está embolsando um bilhão, mas o Brasil está perdendo um setor de sua economia.

Sim, a publicidade não é um grande setor econômico. Muito mais importante é o petróleo, a água, os minérios. Nos quais já tivemos grandes perdas. A Vale do Rio Doce foi vendida por 3 bilhões, quando valia 92. E hoje está aí nos brindando com a Samarco.

A publicidade, comparada com estes setores, é muito pouco. Não tem importância. Mas penso que os americanos não veem assim. Tanto que pagaram 1/3 do que investiram na Vale. Creio que eles enxergam na publicidade brasileira um valor estratégico.

Os americanos exportaram seu modelo de vida em primeiro lugar a partir da sua indústria cultural e de comunicação. Cinema, desenho animado, domínio da informação, ideologia.

Ao perdermos o controle de todas, eu disse TODAS, as 50 maiores agências de publicidade do país (as outras já tinham sido entregues antes), estamos perdendo controle da inteligência, criatividade, capacidade de criar. Nossos publicitários agora são funcionários dos americanos, dos europeus e dos japoneses.

No Grupo ABC estão algumas das principais agências do país. África, DM9, Escala, Interbrand, Loducca, Morya são algumas delas.

Com isso, a Globo e as seis famílias que controlam a mídia no Brasil perderam sua última linha de defesa externa. Estas agências não vão mais trabalhar para a Globo e seguidores. A indústria cultural e de informação brasileira tal como a vimos até agora também acaba no dia de hoje.

A Omnicom se apresenta como líder global em comunicação de marketing. Depois de uma etapa de um certo romantismo criativo na publicidade brasileira movido a BV, o setor vai sofrer um “choque de capitalismo”.



Matéria originalmente publicada no site Folha de São Paulo.



Omnicom compra Grupo ABC, de Nizan Guanaes, por cerca de R$ 1 bi

O publicitário Nizan Guanaes vendeu o controle do Grupo ABC para os americanos da Omnicom por cerca de R$ 1 bilhão. É o maior negócio do mercado de propaganda no país desde que teve início o movimento de internacionalização das agências, há quase três décadas. 

A Folha apurou que a transação foi fechada nesta sexta (20) e será anunciada na segunda (23). Pelo contrato, nada muda na gestão do grupo ABC. Nizan Guanaes e Guga Valente continuarão no comando da operação.

Duas outras agências disputaram o ABC. Uma delas foi a britânica WPP que, ainda segundo apurou a reportagem, chegou a oferecer um pouco mais. No entanto, Nizan Guanaes preferiu a Omnicom, que já é sócia minoritária no ABC e em outras empresas do grupo.

A ideia inicial do ABC era abrir o capital na Bolsa brasileira, mas o momento econômico desfavorável acabou mudando os planos. A venda foi uma forma de acelerar o processo de capitalização em um momento de consolidação dos principais conglomerados de propaganda.

O grupo ABC tem como sócios, além de Guanaes e Valente, o fundo Kinea e o grupo Icatu. Controla as agências África, Loducca, DM9, CDN, entre outras empresas.

CONSOLIDAÇÃO

A venda do controle do ABC para a Omnicom é o último grande negócio do setor e encerra um ciclo no país.

O Brasil sempre atraiu agências de fora, que aqui se instalaram acompanhando a chegada de empresas multinacionais. Até então, as agências brasileiras dominavam o mercado, principalmente as contas de governo.

A MPM, que liderava o mercado naquela época, foi comprada em 1991 pelo grupo indiano Lintas, que depois virou Mullen Lowe Lintas e cujo controle foi vendido para o Grupo Interpublic, um dos quatro maiores do mundo.

Em 2003, Nizan Guanaes relançou a MPM, que, em 2009, se fundiu com a Loducca —agência cujo controle o Grupo ABC, de Guanaes, havia adquirido um ano antes. O jogo começou a mudar quando WPP e Omnicom passaram a realizar agressivas aquisições por todo o mundo, dando início ao processo atual de consolidação. 

A francesa Publicis também se moveu nesse jogo adquirindo diversas agências no mundo. Em 2010, o grupo comprou a brasileira Talent, que, recentemente, acabou se associando à francesa Marcel, também do Publicis.

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Gigantes de TI se unem para criar padrão para streaming de vídeos



Google, Cisco, Microsoft, Amazon, Intel, Netflix e Mozilla. O que poderia ser uma lista aleatória de gigantes da tecnologia pode fazer com que grandes emissoras de televisão percam o sono.

Alliance for Open Media é o nome do projeto que prevê o desenvolvimento de um codec em código aberto e livres de royalties. O objetivo é criar um padrão capaz de transmitir filmes e transmissões ao vivo em alta definição, mesmo em conexões ou em aparelhos mais lentos.

Com o crescimento do mercado de vídeo online, o empreendimento surge como uma tentativa de livrar as empresas parceiras do pagamento de royalties para a MPEG LA, que licencia formatos de vídeo como o H.264 e H.265, amplamente utilizados. Até então, alguns desses gigantes digitais vinham trabalhando nas suas própria tecnologias: a Google no VP9 e VP10, a Cisco no Thor e a Mozilla no Daala. As ferramentas já desenvolvidas serão combinadas na Alliance for Open Media.

Como é livre de royalties, qualquer um poderá usar o formato em seus próprios softwares. Há técnicos que também consideram a iniciativa um empurrão da indústria para acabar com o Flash, que, além dos problemas de segurança, já sofre restrições em navegadores como Firefox e Chrome.

Vale ressaltar que uma importante empresa de distribuição de conteúdo não ingressou (pelo menos nessa primeira fase) na empreitada: Apple. Outra ausência que se destaca é a do Facebook, que tem ampliado o foco do conteúdo em vídeo nos últimos meses.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Google analisa comportamento mobile dos brasileiros

Se há poucos anos as pessoas navegavam na internet, hoje elas mergulham fundo e já conseguem até respirar por baixo deste gigantesco mar de informação. Pelo menos foi isso que concluiu o estudo Micro-Momentos, realizado pelo Google e apresentado nesta terça-feira (25).

Fábio Coelho, presidente do Google Brasil, ressalta que grande parte das empresas se preocupa apenas com sua imagem física, esquecendo-se da virtual – especialmente da mobile. “Ainda há muito a melhorar. É comum contratar arquitetos especializados em pontos de venda e deixar a interface dos sites para estagiários”, compara.

A pesquisa mostrou que, apenas no último ano, o acesso à rede por smartphones cresceu espantosos 112%. O levantamento buscou mapear os momentos em que os internautas recorrem à internet atrás de serviços e informações para criar ferramentas que auxiliem as empresas a oferecer resultados eficientes.

Engana-se quem pensa que o acesso por smartphones se limita à checagem de e-mails ou de redes sociais. Na mesma pesquisa, descobriu-se que as compras pelos aparelhos cresceram em 74% nos últimos três anos. Mais de 30% dos entrevistados, inclusive, adquire seus produtos durante o expediente profissional. Entretanto, apesar do acesso crescer, a paciência dos consumidores diminui: foi registrada uma queda de 9% no tempo gasto em visitas aos sites. Ou seja: designs simples e intuitos são a principal pedida.

A pesquisa também constatou que o consumidor passou a fazer mais pesquisas na hora de comprar. Em razão da mobilidade, o consumidor pode comparar preços e produtos a distância de um clique. Dentre os entrevistados, 74% utilizam o aparelho nestes momentos.


Veja outras conclusões relevantes:






quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Netflix pode ultrapassar o faturamento de grandes emissoras



Não se sabe ao certo quantos assinantes o Netflix tem no Brasil. Alguns estimam que o número está entre 2,5 milhões, mas executivos de canais pagos podem jurar que o serviço alcança mais de 4 milhões de pessoas. Ao redor do mundo, são mais de 65 milhões de internautas que se confundem com telespectadores, ansiosos pela próxima maratona da sua série preferida.

Mas um número tem chamado a atenção de muita gente: só no Brasil, o sistema promete faturar mais de R$ 500 milhões até o fim de 2015. O valor, de acordo com o UOL, é maior que de grandes emissoras de televisão, como a Band e a RedeTV. Os mesmos executivos que projetam o serviço de forma gigantesca afirmam que o Netflix pode faturar cerca de R$ 1 bilhão, próximo do que o SBT, a segunda maior emissora aberta do Brasil, leva para a casa todo ano.

Com o rápido crescimento do Netflix – o serviço de streaming existe há apenas quatro anos no Brasil –, surge a inevitável discussão de regulamentação. Desde o começo de 2015, a Ancine (Agência Nacional do Cinema) quer estabelecer uma cota de séries e filmes produzidos no país. A negociação, entretanto, ainda não avançou. Enquanto isso, a empresa confirmou a estreia de 3%, uma série original totalmente brasileira, e que já está gerando grande expectativa nos fãs de seriados.

A falta de regulamentação específica gera reclamações entre as operadoras de televisão paga – se o Netflix fosse uma operadora, perderia, em questões de lucro, apenas para a NET e Sky. O serviço de streaming leva vantagem por não pagar ICMS, com valor estimado entre R$ 50 a 100 milhões, que não é pago pelo Netflix. A empresa também é isenta da taxa Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional), estimada em R$ 9 milhões.

A assessoria de imprensa do Netflix declarou que o serviço paga todos os impostos que lhe são devidos. Sobre a Condecine, a empresa informou que aguarda “para trabalhar com a Ancine enquanto eles discutem sobre os serviços de VOD (vídeo sobre demanda) e OTT (over the top)”. Oscar Simões, presidente da Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) também declarou que o Netflix pode vir a ser uma ameaça à TV paga se continuar desregulamentada. “Não temos nada contra o Netflix. Mas apelamos ao governo para que haja uma isonomia tributária”, acrescentou. Além do Netflix, a Ancine planeja regulamentar outros serviços OTT, como o iTunes.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

7 meses, 7 tendências

2015 já passou da metade e, em tempos de revolução tecnológica, já foi tempo suficiente para revolucionar – e muito – a cultura do marketing. A Veraz levantou sete tendências marcantes dos últimos sete meses e as apresenta aqui, para que nossos clientes fiquem de olho:



1. Design Inteligente
Seja em grandes comércios ou em pequenas empresas, a preocupação com o design de alto nível, com embalagens e site bonitos e funcionais aumenta a cada semestre. Os millenials valorizam, ainda mais, o design de um produto tanto quanto suas reverberações éticas ou questões sustentáveis.

2. Comércio do Terceiro Setor
Novos modelos não veem caridade e lucro como coisas separadas: combinam o bem social com o marketing, caindo no gosto dos consumidores cada vez mais engajados. Marcas éticas e sustentáveis ganham pontos com as novas gerações.

3. Marcas que fazem
Fazer no lugar de falar” é a regra da vez. Desprendendo-se de discursos, as marcas deixam livre para que o público fale sobre elas nas redes sociais. Ativismo, inovação, filantropia inspira novos conteúdos e agrega valor: ao invés de falar de si, fale sobre os outros – faça com e pelo os outros.

4. Crianças Conectadas
Nos EUA, 3 entre 4 crianças de até oito anos já têm acesso a smartphones ou tablets. No Reino Unido, 93% dos pais deixam seus filhos pequenos usarem os aparelhos. O Brasil tende a seguir essa tendência, novos brinquedos e serviços, também. Neste cenário, se torna fundamental produzir sites e conteúdos que se adaptem aos novos dispositivos.

5. O “Eu” como marca
As me brands são as queridinhas dos millenals, que deixam de ser apenas consumidores para se tornarem produtores de conteúdo e, muitas vezes, marcas. Fazem curadoria de sua imagem online, monetizando-se através das redes sociais. As marcas acompanham a tendência identificando a necessidade de personalizar seus produtos

6. Nichos, mais nichos.
Acompanhando a inclinação das me brands, os consumidores buscam cada vez mais nichos, se interessando por marcas independentes e, muitas vezes, artesanais. Marcas globais desenvolvem “sub-marcas”, selos específicos para agradar determinados nichos. Exemplo disso é a Caleb's Kola, desenvolvida pela Pepsi Co, uma bebida feita de cana-de-açúcar e sementes de cola

7. A era do agora

O carpe diem influencia marcas e consumidores, valorizando a felicidade e a paz interior. Os mais jovens, apesar de viverem um cotidiano cada vez mais agnóstico, buscam por significados profundos. 

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Publicidade real, retornos reais

Nem peças, nem prêmios: o assunto mais comentado da 69a edição do Festival de Cannes foi a palestra de Amir Kassaei, CCO da DDB Worldwide. Com o título Faça isso ou morra, o discurso trazia uma ideia pertubadora: de que a publicidade está perdendo sua relevância. A inspiração para o alarde veio de um clássico anúncio assinado por Doyle Dane Bernbach, fundador da DDB, em 1969.
Kassaei foi direto ao ponto e disse que o Festival premia trabalhos que “não têm qualquer ligação com a realidade. Estamos discutindo social media, conectividade, e nada desta m** importa”. Para o CCO, a maioria das peças publicitárias conquista um grupo de “vinte e poucas pessoas” interessadas em marketing, mas não fala às pessoas reais. “Peguem a ideia mais inovadora que viram aqui nesta semana e a mostrem para alguém fora do Palais. Mostrem às pessoas reais e vão ver se essa pessoa se importa com isso.”
O CCO propõe mudanças de postura e de atitude, afirmando que publicitários precisam esquecer-se das “embalagens lustrosas e promessas vazias”. Mas essa não é nenhuma novidade – pelo menos para a Veraz. Desde sua fundação, há 18 anos, a Veraz faz a comunicação dos clientes funcionar. Sem esquecer da criatividade e da inovação, elaboramos campanhas para pessoas – não para prêmios.
Durante a palestra, Kassaei desafiou à plateia que mostre a um cidadão comum a ideia de Cannes que julgue achar melhor. A proposta é descobrir se, nas partes mais remotas da cidade, a publicidade continua fazendo sentido. “Não faz”, garante. Estamos todos focados em falar do que vai mudar, da nova tendência, e não lembramos daquilo que nunca vai mudar. Perdemos o contato com a realidade, estamos criando coisas, premiando coisas, e nos enganando”, concluiu.
O último conselho de Kassaei para a plateia do Cannes Lions foi para não perder tempo em trabalhos irrelevantes. “Agora é o momento de fazer isso, ou morrer”, concluiu. “A razão para entrar nesta indústria não era querer ser famoso, ganhar prêmios. Era estar com pessoas fantásticas e ajudar a resolver problemas das marcas para melhorar a vida das pessoas. Precisamos recuperar a relevância, e de fato trabalhar para melhorar a vida das pessoas. Mas estamos mais cínicos e negativos. Ou reconduzimos os nossos valores e os recuperamos, ou morremos.”


Se depender disso, a Veraz continuará vivíssima por muitos e muitos anos. :)

Conheça o anúncio que inspirou Kassaei – e repense suas ideias sobre publicidade:

Tradução:

Esse anúncio é algum tipo de brincadeira?
Não. Mas poderia ser.
E exatamente neste ponto repousa uma decisão de “faça ou morra” para os negócios americanos.
Nós da publicidade, junto aos nossos clientes, temos todo o poder e toda capacidade para brincar com as pessoas. Ou, pelo menos, achamos ter.
Mas estamos errados. Não podemos enganar nenhuma pessoa em nenhum momento.
Há, de fato, uma mentalidade de doze anos neste país; toda criança de seis anos tem uma.
Nós somos uma nação de pessoas inteligentes.
E a maiorias das pessoas inteligentes ignoram a maioria das propagandas porque a maioria dessas ignora pessoas inteligentes.
Ao invés de falarmos uns com os outros.
Nós debatemos interminavelmente sobre o meio e a mensagem. Nonsense. Na publicidade, a mensagem em si é a mensagem.
Uma página em branco e uma tela em branco na televisão são a mesma coisa.
E, acima de tudo, as mensagens que colocamos naquelas páginas e naquelas telas de televisões precisam ser a verdade. Portanto, se brincarmos com a verdade, morreremos.
Agora. O outro lado da moeda.
Falar a verdade sobre um produto demanda um produto que valha a pena contar a verdade sobre ele.
Infelizmente, sobre muitos produtos não valem.
Assim, muitos produtos não fazem nada melhor. Ou nada diferente. Muitos não funcionam direito. Ou não duram. Ou simplesmente não interessam.
Se nós jogarmos esse jogo, também morreremos. Porque a propaganda só ajuda um produto ruim a fracassar mais rápido.
Nenhum burro persegue a cenoura para sempre. Ele a pega. E desiste.
Essa é uma lição para se lembrar.
A menos que nós façamos, morreremos.
A menos que nós mudemos, o maremoto da indiferença do consumidor vai socar a montanha da publicidade e de fabricação de asneiras.
Neste dia, morreremos.
Morreremos no nosso local de mercado. Nas nossas estantes. Nos nossos reluzentes pacotes de promessas vazias.
Sem estouro. Sem choro.
Mas por nossas próprias mãos habilidosas.

Doyle Dnae Bernbach INC.