quinta-feira, 18 de junho de 2020

O que aprendemos em três meses de home office na Veraz




                                                                            

Passados já mais de três meses com a agência em regime de quarentena, desenvolvemos algumas experiências positivas que podem ser úteis para todos. Estamos trabalhando para sistematizar um novo modo de funcionamento e organização do trabalho para a agência. Até agora acreditamos estar indo bem. Nossos clientes têm se mostrado satisfeitos com nossa performance AD.

Não somos uma grande empresa, mas os problemas que estamos enfrentando não parecem ser diferentes dos que todos estão tendo. Para dividir nossas “façanhas” (mania de gaúcho) reunimos aqui alguns cuidados básicos que é preciso ter para organizar um bom home office.

1) LOCAL / Definir um local da casa que seja adequado e o mais distante possível da dinâmica do restante da casa é essencial.

2) MESA E CADEIRA / Ter uma cadeira ergonômica e uma boa mesa é essencial. Não é porque você está em casa que pode usar a mesa da cozinha pra trabalhar.

3) MÚSICA / Se você gosta, e se é possível ter um som ambiente, é importante ter um bom alto-falante. Se não, um bom fone de ouvido é fundamental.

4) LUZ / Precisa olhar o tema da luz, garantir uma luz suave, que não exija demasiado dos olhos. Uma lâmpada de mesa pode ser necessária.

5) ASSISTENTE / Usar a tecnologia a favor é uma boa medida. O Google Assistente ou outra ferramenta pode ajudar muito a organizar as tarefas, registrar etc. Tem várias soluções básicas grátis.

6) EXERCÍCIOS / Fazer pilates ou yoga para quem trabalha em casa é essencial. E se você tem um cachorro, faça uma boa caminhada pelo menos uma vez ao dia com ele. Mas também compre um tatame ou um tapete de yoga. Se não quiser gastar, dá pra improvisar com um cobertor velho e catar tutoriais grátis de yoga e pilates no Youtube.

7) MURAL / Para fazer brain storms solitários você vai precisar de post its e um mural. Essencial também para não esquecer aquelas tarefas que a gente sempre esquece.

8) NATUREZA / Tenha plantas no seu home office. Elas ajudam a lembrar como a vida é importante.

9) CONEXÃO / Tenha uma boa banda de internet e um wirelles potente. Você não pode ser atrapalhado/a pela instabilidade do sinal.

10) MÁQUINA / O seu computador precisa ser bom e estar em dia. Nunca esqueça que o computador é uma máquina que precisa de manutenção, limpeza etc.

11) MONITOR / Seu monitor deve ser adequado às suas tarefas.

12) WEBCAM / Até agora as webcams eram subutilizadas. Daqui pra frente as reuniões virtuais (com a equipe, com clientes, com fornecedores etc) serão rotina.

13) CENÁRIO / Pense que o seu local de trabalho em sua casa não é um local privado. Ele é um local público, um local de trabalho, no qual você vai cada vez mais receber pessoas. Portanto, deve ser decorado como tal.

sábado, 16 de maio de 2020

É PRECISO ESTAR ATENTO E FORTE


No marketing e na comunicação, quem não mudar vai morrer. E as mudanças não devem ser pequenas. Os efeitos do que estamos vivendo serão devastadores. 

A situação atual de quarentena, crise econômica profunda, pandemia e crise política, me fez lembrar uma música de Caetano Veloso e Gilberto Gil. Divino Maravilhoso é o nome da música, e ela traz um refrão que diz: “É preciso estar atento e forte. Não temos tempo de temer a morte.” 

Penso que hoje é disso que se trata. É preciso estar atento e forte, até porque não temos tempo nem para temer a morte. 

Vejam o que está acontecendo com as grandes marcas. Depois de 40 anos de propaganda em defesa da iniciativa privada, as grandes empresas estão tentando desesperadamente dizer que estão cumprindo um papel social no combate à pandemia do Coronavírus. Bradesco, Itaú, Petrobras, Globo …. 

As mudanças já vinham sendo impostas pelas transformações tecnológicas na infra-estrutura da comunicação, pela concentração monopólica acentuada e pela globalização. Agora, com a pandemia da COVID-19, todas as tendências apontadas anteriormente estão se acelerando. A única que pode sofrer algum nível de reversão é a da globalização, mas mesmo assim apenas na forma como vinha se dando. 

A COVID-19 empurrou a humanidade para uma experiência radical. A vivência do isolamento social, a re-significação de conceitos como saúde, vida, família, e a aceleração de experiências de trabalho em casa, devem trazer grandes implicações. Muitas empresas já vinham buscando novos formatos de relacionamento com seus clientes e de organização do seu trabalho. A reconstrução da economia, o reerguimento das empresas e organizações deve trazer grandes novidades a frente. 

Por exemplo, até o início deste ano um advogado que trabalhasse em casa não era bem visto. O raciocínio comum, normal, do mercado era: “se ele não consegue nem ter um escritório, não deve ser competente”. Assim, o mundo jurídico, que vive largamente de aparências (e não pode fazer propaganda), investiu até a COVID-19 fortunas em salas luxuosas em prédios caros. Esse raciocínio com certeza sofrerá grandes mudanças e possivelmente teremos prédios e prédios de escritórios se esvaziando nos próximos anos diante de um novo normal.  

A Havan. Provavelmente a Havan venha a falir em meio a atual crise. Mas o erro principal dela talvez nem seja sua adesão visceral ao projeto político do atual presidente. O maior erro foi apostar na abertura de grandes lojas físicas quando todo o mercado se volta para a venda digital. Na China, após a crise, a Starbucks re-abriu todas as suas lojas, mas recuperou somente 60% de seus clientes. Os demais não retomaram seus antigos hábitos de sociabilidade e, por enquanto, estão preferindo tomar café em casa. Talvez a Starbucks venha a diminuir o tamanho de suas lojas para deixar de pagar por um espaço vazio. 

Os shopping centers. A humanidade já vinha dando mostras de estar superando o modelo dos shopping centers como local ideal para fazer compras. Agora, que os shopping centers se revelaram como os locais mais perigosos e contaminantes, as pessoas vão pensar duas vezes antes de decidir ir a um shopping. 

Todos sabem que, quando se trata de marketing, quando uma porta se fecha, outra ou outras se abrem. Choveu? Esqueça o pacote de balas e vá vender guarda-chuva. Se as salas de escritório vão perder valor, agora  a indústria imobiliária prepara freneticamente lançamentos de prédios de apartamentos que já virão com home-office. 

Mas se sabemos o que fazer quando chove, o mesmo não vale agora. A COVID-19 não é uma chuva de verão. É um evento com implicações profundas, principalmente porque não se trata apenas da pandemia. Se trata de um conjunto amplo de mudanças. E simplesmente não sabemos o que o futuro nos reserva. Nos resta dobrar a atenção, procurarmos nos fortalecer e trilhar o futuro de olhos bem abertos.