CARTA ABERTA aos amigos e amigas da Veraz | Vem aí uma VERAZ VINTONA
Bom dia. Hoje, 03 de abril de 2017, a Veraz está completando 20 anos. O início das operações se deu em novembro de 1996, mas o registro na Junta Comercial só aconteceu em 03 de abril do ano seguinte.
De lá pra cá muita coisa mudou.
Em particular nos últimos anos, vimos conversando muito sobre as mudanças na comunicação e na publicidade. Hoje, estamos sob o efeito devastador da internacionalização e da concentração econômica combinadas com as novas tecnologias, em particular o papel das redes sociais, em nossa atividade. E isso em meio ao turbilhão do golpe neoliberal, que vem levando a economia ao fundo do poço e acelerado as mudanças concentracionistas.
Vimos fazendo ajustes no projeto da agência, e temos conseguido realizar a nossa transformação e modernização, acompanhando e conduzindo este processo junto de nossos clientes.
Num quadro de fechamento e venda das velhas agências, vimos nos consolidando num mercado em crise. Isso, entretanto, não quer dizer que vencemos a batalha e a nossa sobrevivência esteja garantida.
Temos encontrado dificuldades recorrentes, em particular no mercado privado, onde nossas investidas têm trazido pouco retorno. Também nossos esforços no terreno digital têm sido de avanços e recuos frequentes. É uma área extremamente dinâmica, onde planos e estratégias parecem às vezes não funcionar. Onde, olhando para as iniciativas múltiplas que surgem e morrem, quase nada dá certo.
Pior: a mudança da comunicação recém começou. E o quadro é muito confuso. O crescimento do digital sobre o analógico é constante e crescente. E agora do móbile sobre o desktop é avassalador. A maioria das pessoas, principalmente as mais jovens, hoje consome informação de outros modos e tem uma relação com a publicidade e a comunicação diferente.
Tudo isso exige repensar completamente os conceitos. Não se trata apenas de transferir nossa atividade do mundo analógico para o digital. O recente surgimento de bloqueadores de publicidade digital são uma prova disso. E isso se dá porque há uma recusa da publicidade tradicional, que se combina com uma cultura de gratuidade na rede, tornando ainda mais difícil nossa atividade.
Essas mudanças vão acontecer, queiramos ou não. É inútil lamentar os seus efeitos devastadores sobre a indústria da comunicação no Brasil. É preciso entender e reentender todos os dias a sua dinâmica para que possamos nos reinventar como agência, sempre. Essa talvez seja a chave do nosso futuro.
Em 1998, quando a Veraz se preparava para dar um salto no mundo da publicidade, fiz um cartaz que colei nas então quatro paredes da agência: NÃO PRECISA MEDO!
De fato, não precisa medo. Temos de continuar a ser a vanguarda da mudança junto de nossos clientes. Temos de conduzi-los nesse novo mundo, liderá-los em todos os terrenos da comunicação, seja no velho boletim, no reclame no rádio, ou na mídia programática e na produção de conteúdo e interação nas redes sociais, no desenvolvimento de vídeos no Youtube, de aplicativos para os smartphones....
Estamos comemorando 20 anos da Veraz. Quando começamos, poucos acreditaram em nosso projeto. No fundo, o que nos trouxe até aqui foram os nossos valores e o nosso trabalho.
Acreditar nisso é o que importa.
Estamos diante de um novo momento-chave, em que é preciso lançar a Veraz em um novo salto. De novo, não precisa medo.
A VERAZ VINTONA será uma agência aberta à colaboração e à troca de ideias, na qual as equipes se misturarão para construir novas campanhas. A Veraz vintona continuará sendo um lugar legal para trabalhar, uma agência comprometida com o seu cliente, uma desenvolvedora de soluções de comunicação para cada dos problemas que nos são apresentados. Uma agência full service, posicionada no coração de cada cliente.
Nossos atendimentos sabem. Muitos clientes nos percebem quase como se fôssemos sócios de seus empreendimentos. E isso se dá porque a Veraz é fiel, leal, competente e defende os objetivos do seu cliente antes de tudo. E o nosso cliente percebe que não estamos ali para vender um anúncio, uma arte, uma ideia. Vê que estamos com ele para fazer a sua comunicação funcionar de verdade.
No fundo, o nome da agência é uma síntese do que fazemos. E vamos continuar fazendo. Grandes empresas são construídas com grandes ideias e muito trabalho. Neste tempo de mudança, vamos continuar mudando, tendo grandes ideias e trabalhando.
De verdade.
A Veraz está fazendo 20 anos. Você está convidado a comemorar conosco e a participar desta aventura que é fazer a sua comunicação funcionar todos os dias.
Muito obrigado pela confiança. Muito obrigado pelo esforço. Muito obrigado pelo apoio.
Um abraço
Paulo Cezar da Rosa
Diretor
segunda-feira, 3 de abril de 2017
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
A Revolução do Smartphone
Em uma entrevista, quando passou por Porto Alegre, Manuel Castells disse uma coisa chocante sobre o smartphone. Para o sociólogo espanhol, a posse de um celular conectado à rede mundial de computadores é algo mais valorizado que a saúde, que a educação, que a comida, até. Um pouco assim: entre comer e comprar um smartphone, as pessoas escolhem a segunda opção.
“A comunicação é a preocupação número um das pessoas”, afirmou Castells.
Por quê? Porque as pessoas hoje dão maior importância à informação, à possibilidade de comunicação do que ao restante. Porque tendo isso, a busca por um emprego, a conversa com um amigo, a relação com um namorado, com a família, a informação sobre o que fazer, a localização de um hospital – tudo – fica mais fácil. Até mesmo encontrar comida.
Castells destaca que 97% do conhecimento humano está atualmente catalogado e disponível na rede. Fato que mudou/está mudando radicalmente o modo de pensar e agir das pessoas. Não só das pessoas das classes A e B. As classes C, D e E também lutam pelos seus smartphones. E têm.
De fato, hoje, conforme a Anatel, no Brasil existem mais de 250 milhões de linhas móveis em operação. No início deste ano, os acessos pré-pagos totalizavam quase 70% e os pós-pagos pouco mais de 30% (dados detalhados em http://ftp.anatel.gov.br/dados/Acessos/Movel_Pessoal/). Claro que a maior parte destas linhas ainda não é de smartphones, mas o caminho para a conexão de toda a humanidade à rede mundial de computadores via celular está traçado. Estima-se que 80% da população do mundo terá um smartphone na mão até 2020. Já pensou no significado de ter 80% da humanidade em rede em qualquer tempo, em qualquer lugar?
É uma revolução completa na comunicação e, por decorrência, na publicidade. Com consequências incontornáveis em termos de estratégia, de planejamento, de linguagem. Na Veraz, por exemplo, faz tempo que insisto que o setor de criação de sites e peças de comunicação digital comece tudo pelo desenvolvimento de uma proposta para o smartphone. Se a nossa comunicação não for eficaz no celular, ela não funcionará. Ou vai funcionar de um modo parcial.
É por isso que, para o próximo ano, na Veraz, teremos um alerta geral na agência.
Vamos entrar 2017 com a seguinte frase nas paredes das salas, no banheiro, por todo lugar: PRECISAMOS PENSAR NO SMARTPHONE! Afinal, 2020 está ali, dobrando a esquina.
“A comunicação é a preocupação número um das pessoas”, afirmou Castells.
Por quê? Porque as pessoas hoje dão maior importância à informação, à possibilidade de comunicação do que ao restante. Porque tendo isso, a busca por um emprego, a conversa com um amigo, a relação com um namorado, com a família, a informação sobre o que fazer, a localização de um hospital – tudo – fica mais fácil. Até mesmo encontrar comida.
Castells destaca que 97% do conhecimento humano está atualmente catalogado e disponível na rede. Fato que mudou/está mudando radicalmente o modo de pensar e agir das pessoas. Não só das pessoas das classes A e B. As classes C, D e E também lutam pelos seus smartphones. E têm.
De fato, hoje, conforme a Anatel, no Brasil existem mais de 250 milhões de linhas móveis em operação. No início deste ano, os acessos pré-pagos totalizavam quase 70% e os pós-pagos pouco mais de 30% (dados detalhados em http://ftp.anatel.gov.br/dados/Acessos/Movel_Pessoal/). Claro que a maior parte destas linhas ainda não é de smartphones, mas o caminho para a conexão de toda a humanidade à rede mundial de computadores via celular está traçado. Estima-se que 80% da população do mundo terá um smartphone na mão até 2020. Já pensou no significado de ter 80% da humanidade em rede em qualquer tempo, em qualquer lugar?
É uma revolução completa na comunicação e, por decorrência, na publicidade. Com consequências incontornáveis em termos de estratégia, de planejamento, de linguagem. Na Veraz, por exemplo, faz tempo que insisto que o setor de criação de sites e peças de comunicação digital comece tudo pelo desenvolvimento de uma proposta para o smartphone. Se a nossa comunicação não for eficaz no celular, ela não funcionará. Ou vai funcionar de um modo parcial.
É por isso que, para o próximo ano, na Veraz, teremos um alerta geral na agência.
Vamos entrar 2017 com a seguinte frase nas paredes das salas, no banheiro, por todo lugar: PRECISAMOS PENSAR NO SMARTPHONE! Afinal, 2020 está ali, dobrando a esquina.
Paulo Cezar da Rosa
Diretor Veraz Comunicação
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Taste the Feeling
Estamos vivendo um momento em que é preciso repensar todo o marketing que vimos desenvolvendo. Isso vale para grandes empreendimentos, que têm apresentado soluções distintas para suas crises, mas também para a pequena empresa ou para o marketing político, social e empresarial.
A vitória de Trump, do Brexit, o marketing do Vaticano, da Rússia, da Coca-Cola… O mundo está numa crise sem precedentes em que tudo se move. E as marcas, grandes ou pequenas, se obrigam a realizar um reposicionamento constante. Os motivos para isso são muitos e variados.
O caso da Coca-Cola é um exemplo. Anos de trabalho em cima da marca tornaram Coca-Cola a segunda palavra mais reconhecida do planeta. Conforme Rodolfo Echeverria, VP global da empresa, “Coca-Cola perde apenas para a expressão ok”. Neste nosso mundo em mudança, entretanto, o reconhecimento da marca não tem mais se traduzido em consumo. O resultado é que a Coca-Cola está mudando de posicionamento na busca da ampliação das vendas.
Depois de décadas associando a marca ao conceito da felicidade, a Coca-Cola agora está passando a trabalhar o produto, buscando associá-lo ao prazer das coisas simples da vida. Taste the Feeling, traduzido no Brasil para Sinta o Sabor, procura vender não mais a marca, mas o refrigerante.
Essa é uma grande mudança em termos de marketing.
Veja um dos comerciais deste novo posicionamento:
A vitória de Trump, do Brexit, o marketing do Vaticano, da Rússia, da Coca-Cola… O mundo está numa crise sem precedentes em que tudo se move. E as marcas, grandes ou pequenas, se obrigam a realizar um reposicionamento constante. Os motivos para isso são muitos e variados.
O caso da Coca-Cola é um exemplo. Anos de trabalho em cima da marca tornaram Coca-Cola a segunda palavra mais reconhecida do planeta. Conforme Rodolfo Echeverria, VP global da empresa, “Coca-Cola perde apenas para a expressão ok”. Neste nosso mundo em mudança, entretanto, o reconhecimento da marca não tem mais se traduzido em consumo. O resultado é que a Coca-Cola está mudando de posicionamento na busca da ampliação das vendas.
Depois de décadas associando a marca ao conceito da felicidade, a Coca-Cola agora está passando a trabalhar o produto, buscando associá-lo ao prazer das coisas simples da vida. Taste the Feeling, traduzido no Brasil para Sinta o Sabor, procura vender não mais a marca, mas o refrigerante.
Essa é uma grande mudança em termos de marketing.
Veja um dos comerciais deste novo posicionamento:
sábado, 5 de novembro de 2016
PRECISAM-SE DE SALVA-VIDAS NA PUBLICIDADE GAÚCHA
Um chamamento do governo do Estado de inscrição de salva-vidas para atender veranistas no próximo verão viralizou nas redes sociais. Infelizmente por seus aspectos negativos. Olhem só o que o Facebook do governo do Estado publicou:

Em apoio, vinha um texto correto solicitando inscrição de candidatos ao serviço temporário no meses de janeiro, fevereiro e março.
Confesso que de início pensei que a postagem fosse uma sacada do Sensacionalista. Quando vi a imagem pensei que o texto a seguir iria pedir salva-vidas para proteger gaúchos nas praias de Malibu ou do Havaí, onde estes atores e atrizes aí de cima salvaram vidas.
Pior é que não.
A postagem foi feita a sério e não foi retirada do site do governo do Estado. Continua lá. De imediato recebeu críticas, mas continua lá.
Os problemas da postagem são vários. Antes do tema da imagem, vamos ao problema do trato com a língua portuguesa. A Brigada Militar, no verão, precisa de muitos salva-vidas. Ela não busca apenas um salva-vidas. Mas o texto da postagem diz isto. Procura-se (um) salva-vidas. O correto, portanto, seria: Procuram-se salva-vidas.
A imagem por detrás do chamado é de um seriado de televisão. O Baywatch fez sucesso nos anos 90 e, segundo o Guinness de Recordes Mundiais, foi o seriado mais assistidos de todos os tempos. Imaginem o processo sobre uso de direito de imagem que o governo do RS vai ter caso essa foto não seja de uso gratuito.
Do meu ponto de vista, entretanto, o problema é anterior a esse. Me parece uma total falta de noção usar essa imagem para convocar candidatos para trabalhar com a Brigada Militar como salva-vidas. É tão fora de contexto que parece piada.

Em apoio, vinha um texto correto solicitando inscrição de candidatos ao serviço temporário no meses de janeiro, fevereiro e março.
Confesso que de início pensei que a postagem fosse uma sacada do Sensacionalista. Quando vi a imagem pensei que o texto a seguir iria pedir salva-vidas para proteger gaúchos nas praias de Malibu ou do Havaí, onde estes atores e atrizes aí de cima salvaram vidas.
Pior é que não.
A postagem foi feita a sério e não foi retirada do site do governo do Estado. Continua lá. De imediato recebeu críticas, mas continua lá.
Os problemas da postagem são vários. Antes do tema da imagem, vamos ao problema do trato com a língua portuguesa. A Brigada Militar, no verão, precisa de muitos salva-vidas. Ela não busca apenas um salva-vidas. Mas o texto da postagem diz isto. Procura-se (um) salva-vidas. O correto, portanto, seria: Procuram-se salva-vidas.
A imagem por detrás do chamado é de um seriado de televisão. O Baywatch fez sucesso nos anos 90 e, segundo o Guinness de Recordes Mundiais, foi o seriado mais assistidos de todos os tempos. Imaginem o processo sobre uso de direito de imagem que o governo do RS vai ter caso essa foto não seja de uso gratuito.
Do meu ponto de vista, entretanto, o problema é anterior a esse. Me parece uma total falta de noção usar essa imagem para convocar candidatos para trabalhar com a Brigada Militar como salva-vidas. É tão fora de contexto que parece piada.
segunda-feira, 31 de outubro de 2016
O que o erro da New Coke tem a nos ensinar ainda hoje quanto ao uso de pesquisas
A Guerra das Colas começou no final da década de 1970. Em 1975, a Pepsi começou a fazer testes cegos de preferência com as pessoas. Os testes eram divulgados em comerciais de 30 segundos. Eles mostravam diferentes classes sociais, locais etc. O sucesso da Pepsi levou a Coca a fazer anúncios em resposta aos da Pepsi e vice-versa.
A disputa seguiu até que a Coca, em 1985, lançou a New Coke. A New Coke trazia uma nova fórmula do produto, era a primeira mudança da fórmula original do refrigerante em 99 anos.
A New Coke surgiu de uma extensa pesquisa de testes cegos realizados com mais de 200 mil consumidores. Segundo estas pesquisas, haveria uma preferência pela nova fórmula em relação à Pepsi. No mundo real, ocorreu o contrário. A companhia teve uma queda brutal nas vendas. Os consumidores da Coca se revoltaram. Não admitiram a mudança de posicionamento do produto. Exigiram o retorno da fórmula original.
Com a pressão dos consumidores, 79 dias após o lançamento da New Coke, a Coca-Cola original voltou a ser produzida. Os testes realizados pela Coca estavam errados? Os consumidores, de olhos vendados, mentiram? O sabor da nova fórmula não era melhor ao paladar que o anterior? A resposta a todas estas perguntas é não.
Mas então qual foi o erro da Coca?
O erro foi o teste. A pergunta estava errada. Ao invés de perguntar ao seu consumidor se ele desejava uma alteração de sabor (de posicionamento) no produto, a Coca-Cola saiu fazendo testes cegos para encontrar uma “cola ideal”.
Na verdade, houve um erro ainda comum na administração de marketing. Ao invés de usar as pesquisas para viabilizar o produto (estratégia usada pela Pepsi), a Coca-Cola cometeu o erro de usá-las para “adaptar” o produto ao mercado. A New Coke, no mundo real, era uma ficção.
Como muitos e muitos candidatos em nossas eleições hoje em dia.
A disputa seguiu até que a Coca, em 1985, lançou a New Coke. A New Coke trazia uma nova fórmula do produto, era a primeira mudança da fórmula original do refrigerante em 99 anos.
A New Coke surgiu de uma extensa pesquisa de testes cegos realizados com mais de 200 mil consumidores. Segundo estas pesquisas, haveria uma preferência pela nova fórmula em relação à Pepsi. No mundo real, ocorreu o contrário. A companhia teve uma queda brutal nas vendas. Os consumidores da Coca se revoltaram. Não admitiram a mudança de posicionamento do produto. Exigiram o retorno da fórmula original.
Com a pressão dos consumidores, 79 dias após o lançamento da New Coke, a Coca-Cola original voltou a ser produzida. Os testes realizados pela Coca estavam errados? Os consumidores, de olhos vendados, mentiram? O sabor da nova fórmula não era melhor ao paladar que o anterior? A resposta a todas estas perguntas é não.
Mas então qual foi o erro da Coca?
O erro foi o teste. A pergunta estava errada. Ao invés de perguntar ao seu consumidor se ele desejava uma alteração de sabor (de posicionamento) no produto, a Coca-Cola saiu fazendo testes cegos para encontrar uma “cola ideal”.
Na verdade, houve um erro ainda comum na administração de marketing. Ao invés de usar as pesquisas para viabilizar o produto (estratégia usada pela Pepsi), a Coca-Cola cometeu o erro de usá-las para “adaptar” o produto ao mercado. A New Coke, no mundo real, era uma ficção.
Como muitos e muitos candidatos em nossas eleições hoje em dia.
Paulo Cezar da Rosa
Diretor Veraz Comunicação
terça-feira, 11 de outubro de 2016
O Papa Francisco e a Simplicidade na Propaganda
Há uma mudança radical em curso na comunicação das marcas. Hoje, as marcas perseguem a simplicidade, a linguagem direta, objetiva, verdadeira. Essa mudança se dá em meio a um colapso de valores e perspectivas, a uma urgência em termos de mudanças, e a uma busca de reposicionamento frente a um mundo em crise.
O exemplo mais contundente desta mudança no mundo das marcas pode ser visto na igreja católica. Quando comparamos os dois últimos papas, esta nova linguagem quase prescinde de explicação. O papa anterior, Bento XVI, expressava uma imagem, uma determinada linguagem do catolicismo. Expressão do setor conservador do Conclave do Vaticano, o papa Bento só aparecia em público ostentando todo o seu poder. Já o papa Franscisco, que o sucedeu em 2013, ao contrário, traduz nas suas vestimentas a simplicidade e transparência que os dias de hoje exigem.
Esta tendência à objetividade, a uma comunicação pão-pão, queijo-queijo, se estende praticamente a todas as grandes marcas. Aquela tendência dos anos 90 e princípios deste século de dar volume às marcas, de sofisticar em termos de cores e sombras, de explorar o rebuscamento que as novas tecnologias passaram a permitir, finalmente (e felizmente) está dando lugar à propaganda que fala a verdade sem rodeios.
Paulo Cezar da Rosa
Diretor Veraz Comunicação
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Dia Internacional do Doador de Sangue com a Uniodonto Porto Alegre
Hoje é o Dia
Internacional do Doador de Sangue, mas também poderia ser o dia da
solidariedade e da compaixão. A Uniodonto Porto Alegre entende muito
bem desses conceitos e nós, aqui da Veraz, temos o orgulho de poder
passá-los adiante. Para a data, criamos este banner para a fanpage da cooperativa, desenvolvida e
administrada pela Veraz.
Mas essa corrente também
deve alcançar o off-line. Veja os pontos de coleta de sangue em
Porto Alegue e vá hoje mesmo doar um pouquinho de vida:
– Hemocentro
do Estado do Rio Grande do Sul
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Contato: (51) 3336-6755
Endereço: Av. Bento Gonçalves, 3722 – Hospital Sanatório, Partenon
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h
Contato: (51) 3336-6755
Endereço: Av. Bento Gonçalves, 3722 – Hospital Sanatório, Partenon
– Banco
de Sangue do Complexo Santa Casa
Horário: De segunda a
sexta-feira, das 7h às 18h. Sábado, das 7h30 às 12h
Contato: (51) 3214-8025
Endereço: Av. Independência, 75, Centro Histórico
Contato: (51) 3214-8025
Endereço: Av. Independência, 75, Centro Histórico
– Banco
de Sangue do Hospital de Clínicas
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 15h. Sábado, das 8h às 12h, com destruição de 60 senhas
Contato: (51) 3359-8504
Endereço: Unidade Básica de Saúde (Rua São Manoel, 543 – 2° Andar, Rio Branco)
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 15h. Sábado, das 8h às 12h, com destruição de 60 senhas
Contato: (51) 3359-8504
Endereço: Unidade Básica de Saúde (Rua São Manoel, 543 – 2° Andar, Rio Branco)
– Banco
de Sangue do Hospital de Pronto Socorro
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h ao 12h. Sábado, apenas com agendamento para grupos
Contato: (51) 3289-7656 e 3289-7657
Endereço: Largo Teodoro Herzl, Bom Fim
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h ao 12h. Sábado, apenas com agendamento para grupos
Contato: (51) 3289-7656 e 3289-7657
Endereço: Largo Teodoro Herzl, Bom Fim
– Banco
de Sangue do Hospital Divina Providência
Horário: De segunda à sexta-feira, das 8h às 18h. Sábado das 8h às 12h
Contato: (51) 3320-6012
Endereço: Rua da Gruta, 145 – 1º andar, Glória
Horário: De segunda à sexta-feira, das 8h às 18h. Sábado das 8h às 12h
Contato: (51) 3320-6012
Endereço: Rua da Gruta, 145 – 1º andar, Glória
– Banco
de Sangue do Hospital Mãe de Deus
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30. Sábado, das 8h às 12h
Contato: (51) 3230-2309 e 3230-2000
Endereço: Rua José de Alencar, 286 – 3° Andar, Menino Deus
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30. Sábado, das 8h às 12h
Contato: (51) 3230-2309 e 3230-2000
Endereço: Rua José de Alencar, 286 – 3° Andar, Menino Deus
– Banco
de Sangue do Hospital Moinhos de Vento
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30. Sábado, das 8h às 12h
Contato: (51) 3314-6960 e 3314-3072
Endereço: Rua Ramiro Barcelos, 910, Moinhos de Vento
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30. Sábado, das 8h às 12h
Contato: (51) 3314-6960 e 3314-3072
Endereço: Rua Ramiro Barcelos, 910, Moinhos de Vento
– Banco
de Sangue do Hospital N. Sra. da Conceição
Horário: De segunda a sexta-feira, das 7h30min às 17h. Sábado, das 7h30min às 12h
Contato: (51) 3357-2139
Endereço: Av. Francisco Trein, 596 – 2° Andar, Cristo Redentor
Horário: De segunda a sexta-feira, das 7h30min às 17h. Sábado, das 7h30min às 12h
Contato: (51) 3357-2139
Endereço: Av. Francisco Trein, 596 – 2° Andar, Cristo Redentor
– Banco
de Sangue do Hospital São Lucas da PUCRS
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30min. Sábados, das 8h às 12h, com agendamento
Contato: (51) 3320-3455
Endereço: Av. Ipiranga, 6690 – 2º Andar, Jardim Botânico
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 18h30min. Sábados, das 8h às 12h, com agendamento
Contato: (51) 3320-3455
Endereço: Av. Ipiranga, 6690 – 2º Andar, Jardim Botânico
–
Laboratório
Marques Pereira
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Sábado, das 7h às 12h, com agendamento
Contato: (51) 3311-0016
Endereço: Rua Vasco da Gama, 84, Bom Fim
Horário: De segunda a sexta-feira, das 8h às 14h. Sábado, das 7h às 12h, com agendamento
Contato: (51) 3311-0016
Endereço: Rua Vasco da Gama, 84, Bom Fim
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
Hoje se encerra uma época na publicidade brasileira
Hoje, segunda feira, 23
de novembro de 2015, deve ser anunciada oficialmente a venda do Grupo
ABC para a multinacional norte americana Omnicom. Nizan Guanaes está
embolsando um bilhão, mas o Brasil está perdendo um setor de sua
economia.
Sim, a publicidade não
é um grande setor econômico. Muito mais importante é o petróleo,
a água, os minérios. Nos quais já tivemos grandes perdas. A Vale
do Rio Doce foi vendida por 3 bilhões, quando valia 92. E hoje está
aí nos brindando com a Samarco.
A publicidade, comparada
com estes setores, é muito pouco. Não tem importância. Mas penso
que os americanos não veem assim. Tanto que pagaram 1/3 do que
investiram na Vale. Creio que eles enxergam na publicidade brasileira
um valor estratégico.
Os americanos exportaram
seu modelo de vida em primeiro lugar a partir da sua indústria
cultural e de comunicação. Cinema, desenho animado, domínio da
informação, ideologia.
Ao perdermos o controle
de todas, eu disse TODAS, as 50 maiores agências de publicidade do
país (as outras já tinham sido entregues antes), estamos perdendo
controle da inteligência, criatividade, capacidade de criar. Nossos
publicitários agora são funcionários dos americanos, dos europeus
e dos japoneses.
No Grupo ABC estão
algumas das principais agências do país. África, DM9, Escala,
Interbrand, Loducca, Morya são algumas delas.
Com isso, a Globo e as
seis famílias que controlam a mídia no Brasil perderam sua última
linha de defesa externa. Estas agências não vão mais trabalhar
para a Globo e seguidores. A indústria cultural e de informação
brasileira tal como a vimos até agora também acaba no dia de hoje.
A Omnicom se apresenta
como líder global em comunicação de marketing. Depois de uma etapa
de um certo romantismo criativo na publicidade brasileira movido a
BV, o setor vai sofrer um “choque de capitalismo”.
Matéria originalmente publicada no site Folha de São Paulo.
Omnicom compra Grupo ABC, de Nizan Guanaes, por cerca de R$ 1 bi
O publicitário Nizan Guanaes vendeu o controle do Grupo ABC para os americanos da Omnicom por cerca de R$ 1 bilhão. É o maior negócio do mercado de propaganda no país desde que teve início o movimento de internacionalização das agências, há quase três décadas.
A Folha apurou que a transação foi fechada nesta sexta (20) e será anunciada na segunda (23). Pelo contrato, nada muda na gestão do grupo ABC. Nizan Guanaes e Guga Valente continuarão no comando da operação.
Duas outras agências disputaram o ABC. Uma delas foi a britânica WPP que, ainda segundo apurou a reportagem, chegou a oferecer um pouco mais. No entanto, Nizan Guanaes preferiu a Omnicom, que já é sócia minoritária no ABC e em outras empresas do grupo.
A ideia inicial do ABC era abrir o capital na Bolsa brasileira, mas o momento econômico desfavorável acabou mudando os planos. A venda foi uma forma de acelerar o processo de capitalização em um momento de consolidação dos principais conglomerados de propaganda.
O grupo ABC tem como sócios, além de Guanaes e Valente, o fundo Kinea e o grupo Icatu. Controla as agências África, Loducca, DM9, CDN, entre outras empresas.
CONSOLIDAÇÃO
A venda do controle do ABC para a Omnicom é o último grande negócio do setor e encerra um ciclo no país.
O Brasil sempre atraiu agências de fora, que aqui se instalaram acompanhando a chegada de empresas multinacionais. Até então, as agências brasileiras dominavam o mercado, principalmente as contas de governo.
A MPM, que liderava o mercado naquela época, foi comprada em 1991 pelo grupo indiano Lintas, que depois virou Mullen Lowe Lintas e cujo controle foi vendido para o Grupo Interpublic, um dos quatro maiores do mundo.
Em 2003, Nizan Guanaes relançou a MPM, que, em 2009, se fundiu com a Loducca —agência cujo controle o Grupo ABC, de Guanaes, havia adquirido um ano antes. O jogo começou a mudar quando WPP e Omnicom passaram a realizar agressivas aquisições por todo o mundo, dando início ao processo atual de consolidação.
A francesa Publicis também se moveu nesse jogo adquirindo diversas agências no mundo. Em 2010, o grupo comprou a brasileira Talent, que, recentemente, acabou se associando à francesa Marcel, também do Publicis.
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
Gigantes de TI se unem para criar padrão para streaming de vídeos
Google, Cisco, Microsoft, Amazon, Intel, Netflix e Mozilla. O que poderia ser uma lista aleatória de gigantes da tecnologia pode fazer com que grandes emissoras de televisão percam o sono.
Alliance for Open Media é o nome do projeto que prevê o desenvolvimento de um codec em código aberto e livres de royalties. O objetivo é criar um padrão capaz de transmitir filmes e transmissões ao vivo em alta definição, mesmo em conexões ou em aparelhos mais lentos.
Com o crescimento do mercado de vídeo online, o empreendimento surge como uma tentativa de livrar as empresas parceiras do pagamento de royalties para a MPEG LA, que licencia formatos de vídeo como o H.264 e H.265, amplamente utilizados. Até então, alguns desses gigantes digitais vinham trabalhando nas suas própria tecnologias: a Google no VP9 e VP10, a Cisco no Thor e a Mozilla no Daala. As ferramentas já desenvolvidas serão combinadas na Alliance for Open Media.
Como é livre de royalties, qualquer um poderá usar o formato em seus próprios softwares. Há técnicos que também consideram a iniciativa um empurrão da indústria para acabar com o Flash, que, além dos problemas de segurança, já sofre restrições em navegadores como Firefox e Chrome.
Vale ressaltar que uma importante empresa de distribuição de conteúdo não ingressou (pelo menos nessa primeira fase) na empreitada: Apple. Outra ausência que se destaca é a do Facebook, que tem ampliado o foco do conteúdo em vídeo nos últimos meses.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Google analisa comportamento mobile dos brasileiros
Se
há poucos anos as pessoas navegavam na internet, hoje elas mergulham
fundo e já conseguem até respirar por baixo deste gigantesco mar de
informação. Pelo menos foi isso que concluiu o estudo
Micro-Momentos, realizado pelo Google e apresentado nesta
terça-feira (25).
Fábio
Coelho, presidente do Google Brasil, ressalta que grande parte das
empresas se preocupa apenas com sua imagem física, esquecendo-se da
virtual – especialmente da mobile. “Ainda há muito a melhorar. É
comum contratar arquitetos especializados em pontos de venda e deixar
a interface dos sites para estagiários”, compara.
A
pesquisa mostrou que, apenas no último ano, o acesso à rede por
smartphones cresceu espantosos 112%. O levantamento buscou mapear os
momentos em que os internautas recorrem à internet atrás de
serviços e informações para criar ferramentas que auxiliem as
empresas a oferecer resultados eficientes.
Engana-se
quem pensa que o acesso por smartphones se limita à checagem de
e-mails ou de redes sociais. Na mesma pesquisa, descobriu-se que as
compras pelos aparelhos cresceram em 74% nos últimos três anos.
Mais de 30% dos entrevistados, inclusive, adquire seus produtos
durante o expediente profissional. Entretanto, apesar do acesso
crescer, a paciência dos consumidores diminui: foi registrada uma
queda de 9% no tempo gasto em visitas aos sites. Ou seja: designs
simples e intuitos são a principal pedida.
A
pesquisa também constatou que o consumidor passou a fazer mais
pesquisas na hora de comprar. Em razão da mobilidade, o consumidor
pode comparar preços e produtos a distância de um clique. Dentre os
entrevistados, 74% utilizam o aparelho nestes momentos.
Veja
outras conclusões relevantes:
quarta-feira, 12 de agosto de 2015
Netflix pode ultrapassar o faturamento de grandes emissoras
Não se
sabe ao certo quantos assinantes o Netflix tem no Brasil. Alguns
estimam que o número está entre 2,5 milhões, mas executivos de
canais pagos podem jurar que o serviço alcança mais de 4 milhões
de pessoas. Ao redor do mundo, são mais de 65 milhões de
internautas que se confundem com telespectadores, ansiosos pela
próxima maratona da sua série preferida.
Mas um
número tem chamado a atenção de muita gente: só no Brasil, o
sistema promete faturar mais de R$ 500 milhões até o fim de 2015. O
valor, de acordo com o UOL, é maior que de grandes emissoras de
televisão, como a Band e a RedeTV. Os mesmos executivos que projetam
o serviço de forma gigantesca afirmam que o Netflix pode faturar
cerca de R$ 1 bilhão, próximo do que o SBT, a segunda maior
emissora aberta do Brasil, leva para a casa todo ano.
Com o
rápido crescimento do Netflix – o serviço de streaming existe há
apenas quatro anos no Brasil –, surge a inevitável discussão de
regulamentação. Desde o começo de 2015, a Ancine (Agência
Nacional do Cinema) quer estabelecer uma cota de séries e filmes
produzidos no país. A negociação, entretanto, ainda não avançou.
Enquanto isso, a empresa confirmou a estreia de 3%, uma série
original totalmente brasileira, e que já está gerando grande
expectativa nos fãs de seriados.
A falta
de regulamentação específica gera reclamações entre as
operadoras de televisão paga – se o Netflix fosse uma operadora,
perderia, em questões de lucro, apenas para a NET e Sky. O serviço
de streaming leva vantagem por não pagar ICMS, com valor estimado
entre R$ 50 a 100 milhões, que não é pago pelo Netflix. A empresa
também é isenta da taxa Condecine (Contribuição para o
Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional), estimada em
R$ 9 milhões.
sexta-feira, 17 de julho de 2015
7 meses, 7 tendências
2015
já passou da metade e, em tempos de revolução tecnológica, já
foi tempo suficiente para revolucionar – e muito – a cultura do
marketing. A Veraz levantou sete tendências marcantes dos últimos
sete meses e as apresenta aqui, para que nossos clientes fiquem de
olho:
1.
Design Inteligente
Seja
em grandes comércios ou em pequenas empresas, a preocupação com o
design de alto nível, com embalagens e site bonitos e funcionais
aumenta a cada semestre. Os millenials valorizam,
ainda mais, o design de um produto tanto quanto suas reverberações
éticas ou questões sustentáveis.
2. Comércio do Terceiro Setor
Novos modelos não veem caridade e
lucro como coisas separadas: combinam o bem social com o marketing,
caindo no gosto dos consumidores cada vez mais engajados. Marcas
éticas e sustentáveis ganham pontos com as novas gerações.
3.
Marcas que fazem
“Fazer
no lugar de falar” é a regra da vez. Desprendendo-se de discursos,
as marcas deixam livre para que o público fale sobre elas nas redes
sociais. Ativismo, inovação, filantropia inspira novos conteúdos e
agrega valor: ao invés de falar de si, fale sobre os outros – faça
com e pelo os outros.
4.
Crianças Conectadas
Nos
EUA, 3 entre 4 crianças de até oito anos já têm acesso a
smartphones ou tablets. No Reino Unido, 93% dos pais deixam seus
filhos pequenos usarem os aparelhos. O Brasil tende a seguir essa
tendência, novos brinquedos e serviços, também. Neste cenário, se
torna fundamental produzir sites e conteúdos que se adaptem aos
novos dispositivos.
5.
O “Eu” como marca
As
me brands são as queridinhas
dos millenals, que
deixam de ser apenas consumidores para se tornarem produtores de
conteúdo e, muitas vezes, marcas. Fazem curadoria de sua imagem
online, monetizando-se através das redes sociais. As marcas
acompanham a tendência identificando a necessidade de personalizar
seus produtos
6.
Nichos, mais nichos.
Acompanhando
a inclinação das me brands,
os consumidores buscam cada vez mais nichos, se interessando por
marcas independentes e, muitas vezes, artesanais. Marcas globais
desenvolvem “sub-marcas”, selos específicos para agradar
determinados nichos. Exemplo disso é a Caleb's Kola,
desenvolvida pela Pepsi Co, uma bebida feita de cana-de-açúcar e
sementes de cola
7.
A era do agora
O
carpe diem influencia marcas
e consumidores, valorizando a felicidade e a paz interior. Os mais
jovens, apesar de viverem um cotidiano cada vez mais agnóstico,
buscam por significados profundos.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Publicidade real, retornos reais
Nem
peças, nem prêmios: o assunto mais comentado da 69a
edição do Festival de Cannes foi a palestra de Amir Kassaei, CCO da
DDB Worldwide. Com o título Faça
isso ou morra,
o discurso trazia uma ideia pertubadora: de que a publicidade está
perdendo sua relevância. A inspiração para o alarde veio de um
clássico anúncio assinado por Doyle Dane Bernbach, fundador da DDB,
em 1969.
Kassaei
foi direto ao ponto e disse que o Festival premia trabalhos que “não
têm qualquer ligação com a realidade. Estamos discutindo social
media, conectividade, e nada desta m** importa”. Para o CCO, a
maioria das peças publicitárias conquista um grupo de “vinte e
poucas pessoas” interessadas em marketing, mas não fala às
pessoas reais. “Peguem a ideia mais inovadora que viram aqui nesta
semana e a mostrem para alguém fora do Palais. Mostrem às pessoas
reais e vão ver se essa pessoa se importa com isso.”
O
CCO propõe mudanças de postura e de atitude, afirmando que
publicitários precisam esquecer-se das “embalagens lustrosas e
promessas vazias”. Mas essa não é nenhuma novidade – pelo menos
para a Veraz. Desde sua fundação, há 18 anos, a Veraz faz a
comunicação dos clientes funcionar. Sem esquecer da criatividade e
da inovação, elaboramos campanhas para pessoas – não para
prêmios.
Durante
a palestra, Kassaei desafiou à plateia que mostre a um cidadão
comum a ideia de Cannes que julgue achar melhor. A proposta é
descobrir se, nas partes mais remotas da cidade, a publicidade
continua fazendo sentido. “Não faz”, garante. “Estamos
todos focados em falar do que vai mudar, da nova tendência, e não
lembramos daquilo que nunca vai mudar. Perdemos o contato com a
realidade, estamos criando coisas, premiando coisas, e nos
enganando”, concluiu.
O
último conselho de Kassaei para a plateia do Cannes Lions foi para
não perder tempo em trabalhos irrelevantes. “Agora é o momento de
fazer isso, ou morrer”, concluiu. “A razão para entrar nesta
indústria não era querer ser famoso, ganhar prêmios. Era estar com
pessoas fantásticas e ajudar a resolver problemas das marcas para
melhorar a vida das pessoas. Precisamos recuperar a relevância, e de
fato trabalhar para melhorar a vida das pessoas. Mas estamos mais
cínicos e negativos. Ou reconduzimos os nossos valores e os
recuperamos, ou morremos.”
Se
depender disso, a Veraz continuará vivíssima por muitos e muitos
anos. :)
Conheça o anúncio que inspirou Kassaei – e repense suas ideias sobre publicidade:
Tradução:
Esse
anúncio é algum tipo de brincadeira?
Não.
Mas poderia ser.
E
exatamente neste ponto repousa uma decisão de “faça ou morra”
para os negócios americanos.
Nós
da publicidade, junto aos nossos clientes, temos todo o poder e toda
capacidade para brincar com as pessoas. Ou, pelo menos, achamos ter.
Mas
estamos errados. Não podemos enganar nenhuma pessoa em nenhum
momento.
Há,
de fato, uma mentalidade de doze anos neste país; toda criança de
seis anos tem uma.
Nós
somos uma nação de pessoas inteligentes.
E a
maiorias das pessoas inteligentes ignoram a maioria das propagandas
porque a maioria dessas ignora pessoas inteligentes.
Ao
invés de falarmos uns com os outros.
Nós
debatemos interminavelmente sobre o meio e a mensagem. Nonsense. Na
publicidade, a mensagem em si é a mensagem.
Uma
página em branco e uma tela em branco na televisão são a mesma
coisa.
E,
acima de tudo, as mensagens que colocamos naquelas páginas e
naquelas telas de televisões precisam ser a verdade. Portanto, se
brincarmos com a verdade, morreremos.
Agora.
O outro lado da moeda.
Falar
a verdade sobre um produto demanda um produto que valha a pena contar
a verdade sobre ele.
Infelizmente,
sobre muitos produtos não valem.
Assim,
muitos produtos não fazem nada melhor. Ou nada diferente. Muitos não
funcionam direito. Ou não duram. Ou simplesmente não interessam.
Se
nós jogarmos esse jogo, também morreremos. Porque a propaganda só
ajuda um produto ruim a fracassar mais rápido.
Nenhum
burro persegue a cenoura para sempre. Ele a pega. E desiste.
Essa
é uma lição para se lembrar.
A
menos que nós façamos, morreremos.
A
menos que nós mudemos, o maremoto da indiferença do consumidor vai
socar a montanha da publicidade e de fabricação de asneiras.
Neste
dia, morreremos.
Morreremos
no nosso local de mercado. Nas nossas estantes. Nos
nossos reluzentes pacotes de promessas vazias.
Sem
estouro. Sem choro.
Mas
por nossas próprias mãos habilidosas.
Doyle
Dnae Bernbach INC.
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Seminários do Cannes ganham transmissão via Youtube
O
maior festival de criatividade do mundo chega a sua 69a
edição e, acompanhando a publicidade, se renova. Os organizadores
do Cannes Lions Festival anunciaram parceria com o YouTube e a
agência de mídia global Mindshare para transmitir o evento ao vivo
para todo o globo. Os seminários exibidos foram escolhidos após
quase 20 mil votos no site da premiação.
“O
Lions
Live é
parte
fundamental do programa do festival, permitindo levar conteúdo
inspirador para públicos novos e antigos em todo o mundo, alguns dos
quais não terão condições de estarem presentes em Cannes”,
comunicaram os organizadores do evento.
Cada
sessão será mostrada ao vivo via streaming,
cujo acesso
é feito através da páginado Festival.
Após
a transmissão em tempo real, os vídeos ficarão disponíveis por
meio do canal da premiação no YouTube até 12 de julho deste ano.
E
tem mais: também será disponibilizado o download do official
creative tool-kit,
que é composto de banners e slides complementares para cada sessão
ao vivo. Os promotores do evento informaram que todo o material foi
aprovado para uso.
Tantos
os vídeos quanto o material de apoio estão disponibilizados em
inglês. Ótima chance de testar seus conhecimentos no idioma e, de
quebrar, desenvolver sua criatividade. :)
quarta-feira, 10 de junho de 2015
Veraz chega a Rio Grande
Porto Alegre ficou pequena para a Veraz. Expandimos nosso trabalho para Rio Grande e, aos poucos, o escritório ganha a nossa cara. Com novos profissionais e a mesma competência, nossa sede em Rio Grande promete fazer parte da história de muitos clientes.
A matriz da Veraz Comunicação continua em Porto Alegre. Juntos, vamos longe. ;)
quarta-feira, 3 de junho de 2015
Novas funcionalidades expandem a publicidade no Instagram
Um
ano e meio depois de permitir publicidade na sua timeline, o
Instagram começa a despontar como uma importante fonte de negócios.
Até o final deste ano, a plataforma deverá ampliar as possibilidades de interação entre a publicidade e o usuário. Também será alterado o processo de segmentação de anúncios, tornando possível selecionar o público-alvo de acordo com a localização e interesses específicos desse. Isso expandirá o serviço a empresas de todos os portes – até o momento, a segmentação é restrita a informações de idade e gênero, o que expande muito o público e, naturalmente, eleva o custo do serviço. Com o novo sistema, o Instagram usará a base de dados dos usuários do Facebook (proprietário da rede) para mapear informações de localização e interesses.
De acordo com a rede social, as 500 campanhas veiculadas no último ano apresentaram um ad recall 2,9 vezes maior do que o registrado nos anúncios tradicionais da web. O Instagram não informou as datas que as novas funcionalidades serão disponibilzadas, mas estima-se que os incrementos surjam em escala global.
Recentemente, o Instagram lançou o formato carrossel, que permite inserir mais de uma imagem ao anúncio.
Até o final deste ano, a plataforma deverá ampliar as possibilidades de interação entre a publicidade e o usuário. Também será alterado o processo de segmentação de anúncios, tornando possível selecionar o público-alvo de acordo com a localização e interesses específicos desse. Isso expandirá o serviço a empresas de todos os portes – até o momento, a segmentação é restrita a informações de idade e gênero, o que expande muito o público e, naturalmente, eleva o custo do serviço. Com o novo sistema, o Instagram usará a base de dados dos usuários do Facebook (proprietário da rede) para mapear informações de localização e interesses.
De acordo com a rede social, as 500 campanhas veiculadas no último ano apresentaram um ad recall 2,9 vezes maior do que o registrado nos anúncios tradicionais da web. O Instagram não informou as datas que as novas funcionalidades serão disponibilzadas, mas estima-se que os incrementos surjam em escala global.
Recentemente, o Instagram lançou o formato carrossel, que permite inserir mais de uma imagem ao anúncio.
quinta-feira, 21 de maio de 2015
Facebook lança Instant Articles, mas só para iPhones
Após
meses de negociação discreta com alguns veículos de comunicação,
o Facebook lançou, na última quarta-feira (20), o Instant
Articles. A ferramenta hospeda conteúdo diretamente na rede
social, tornando dispensável que o internauta acesse o site do
veículo que produziu a reportagem. Mais uma vez, o Facebook reforça
seus poderes sob a distribuição de conteúdo online.
A
ferramenta garante acelerar o carregamento da matéria e de seus
conteúdos multimídia, diminuindo os dados gastos ao acessar a rede
pelo celular. De acordo com o gestor do produto, Michael Reckhow, os
Instant Articles são abertos 10 vezes mais rápido que artigos
hospedados em navegadores web.
Para
tentar compensar a provável diminuição de acesso aos sites
jornalísticos, a funcionalidade prevê que haja publicidade paga nos
artigos, que teria suas receitas divididas entre a rede e as empresas
de comunicação. O presidente e diretor executivo do The New York
Times, Mark Thompson, revela que o jornal decidiu aderir à
ferramenta para “explorar formas de aumentar o número de usuários
de Facebook que têm contato com o Times,
além de melhorar a experiência dos usuários de jornalismo”.
O
Instant Articles promete,
também, aumentar a interatividade na leitura. O desenvolvedor
explica que, com a novidade, os órgãos de comunicação podem
divulgar seus conteúdos de diferentes formas. Ao leitor, cabe dar
zoom, explorar fotos de alta resolução, consultar mapas, assistir a
vídeos que se reproduzem automaticamente e, claro, curtir e
comentar.
Além
do periódico norte-americano, o Instant Articles está sendo testado
por grandes nomes: The New York Times, National Geographic, BuzzFeed,
NBC, The Atlantic, The Guardian, BBC News, Spiegel e Bild. Por
ora, a funcionalidade só está disponível para a versão mais
recente do aplicativo do Facebook para iPhone. Veja o vídeo
demonstrativo:
Veraz Recertificada pelo CENP
A Veraz obteve mais uma vez a certificação de qualidade fornecida pelo CENP - Comitê Executivo das Normas Padrão da Propaganda no Brasil. O certificado é válido até 2020, mas agora necessita de atualização periódica online. O fornecimento do diploma, que antes era físico, agora é digital.
No Rio Grande do Sul, entre as mais de 800 agências existentes, apenas 162 possuem certificação de qualidade fornecida pelo CENP. Utilizado como condição para atender as contas públicas, o CENP vem sendo também adotado pela iniciativa privada.
A fiscalização do órgão exige que a agência tenha condições operacionais, equipe, sanidade fiscal e financeira, entre outras. Significa que, independente de seu porte, a agência possui condições técnicas e operacionais de atender os clientes.
A Veraz está no grupo 5 de agências do CENP, que reúne agências de porte médio. No RS, existe apenas 12 agências maiores que as do grupo 5.
sexta-feira, 15 de maio de 2015
Brasileiros são os maiores heavy users de rede sociais
O
Brasil lidera o ranking do tempo gasto em redes sociais. Em média,
os internautas navegam 21 minutos a cada visita, intervalo 60% maior
do que a média mundial.
Estima-se
que o brasileiro passe 25,6 horas online por mês, sendo que a
maioria desse tempo se destina a redes como Facebook, Instagram e
Twitter. Portais de notícias, sites de entretenimento e serviços –
como o e-mail – não são mais prioridade da maioria da população
com acesso à internet.
O
dado é do levantamento Digital Future in Focus 2015,
apresentado na terça-feira, 12 de maio, e analisa as principais
tendências de consumo digital. O brasileiro sempre se mostrou mais
atraído pelas redes sociais, de modo que dominou a presença de
usuários ainda no já finado Orkut. O vice-presidente da ComScore da
América Latina, Alex Banks, analisa que essa é uma questão
cultural que dificilmente será revertida. Ou seja: estaremos cada
vez mais conectados.
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Seu site precisa ser Mobile Friendly
Os sites agora precisam
ser Mobile Friendly. Ou seja, se não rodarem direito no celular,
adeus comunicação.
No Brasil, já são
maioria os que acessam a internet através de dispositivos móveis.
Conforme a Pesquisa Brasileira de Mídia 2015, 73% dos que usam a
internet o fazem através do celular (66%) ou tablet (7%). E os que
acessam através de computador são 71% (a soma é maior que 100 por
que muitos utilizam mais de uma plataforma).
As consequências
destes dados são muito importantes para quem trabalha com
comunicação digital. Até o ano passado, era fundamental ter um
site responsivo, que se adaptasse a qualquer tipo de tela. Neste ano
de 2015, isso já não é suficiente. O site precisa ser “amigo do
celular”, ou seja, precisa ser criado pensando a navegação móbile
em primeiro lugar.
Os princípios do
design de um site feito para tela do computador e para o celular são
completamente diferentes. A começar pela tela de abertura. Quem
está navegando no celular em geral está sem tempo, precisa
encontrar rapidamente o que está procurando. Isso exige garantir que
os comandos de ação estejam na frente e no centro da tela, que os
menus sejam rápidos e rasteiros e que sempre seja muito fácil
voltar à página inicial. Quase sempre, o importante é garantir que
o navegante móbile consiga encontrar o que quer. Isso significa, por
exemplo, que se deve evitar empurrar uma promoção para a frente da
tela.
Esses cuidados com o
design são necessários ao longo de toda a criação do site. Não
basta ter uma página de entrada boa e a pesquisa conduzir a
resultados pouco relevantes ou os formulários exigirem um teclado
de computador para serem preenchidos.
Do ponto de vista do
desenvolvimento de uma plataforma de comunicação digital, a mudança
é completa. Se antes o web designer começava a criar o site olhando
para uma tela vazia de computador para só depois pensar no tablet e
no celular, agora ele precisa partir do celular para depois resolver
as outras plataformas. E se isso vale para a arquitetura do site, o
mesmo se aplica para cada informação a ser trabalhada.
Assinar:
Postagens (Atom)





















